Muito se fala sobre novas estradas, novos empreendimentos e o crescimento acelerado da Península de Maraú. Mas existe uma questão que não pode continuar sendo ignorada: o saneamento básico.
Sabemos que implantar uma rede pública completa de esgoto é uma obra cara e que depende de investimentos elevados, muitas vezes com participação dos governos estadual e federal. Porém, isso não significa que devemos ficar parados esperando.
Uma alternativa é criar uma legislação municipal que determine que todo novo loteamento, condomínio, pousada, hotel ou empreendimento imobiliário apresente um projeto de abastecimento de água e tratamento de esgoto como condição para obtenção do alvará e das licenças necessárias.
Quem deseja investir e lucrar com o crescimento de Maraú também deve assumir sua responsabilidade ambiental.
Para as famílias de baixa renda e comunidades mais carentes, a Prefeitura poderia desenvolver programas específicos de apoio, financiando ou subsidiando soluções adequadas de saneamento, garantindo dignidade à população sem gerar exclusão social.
Não faz sentido autorizar novos empreendimentos sem exigir infraestrutura básica. O resultado dessa omissão é conhecido: contaminação de rios, manguezais, lençóis freáticos e praias, justamente os maiores patrimônios naturais que sustentam nossa economia.
Maraú precisa crescer. Mas crescer com planejamento, responsabilidade e respeito ao meio ambiente. O saneamento não pode ser tratado como um detalhe. Ele deve ser uma das principais exigências para qualquer projeto de desenvolvimento do município.