As discussões sobre o leilão de reserva de capacidade (LRCap) voltado para baterias previsto para dezembro avançaram nos últimos dias, e alguns meses depois a tecnologia deve estrear no primeiro leilão de transmissão de 2027.
No mercado livre, novas decisões envolvendo comercializadoras também movimentaram a semana, enquanto o debate sobre o Open Energy e o papel das distribuidoras no mercado livre teve seu desfecho adiado na Aneel.
Outro tema que apareceu foi o curtailment, assim como a participação da geração distribuída na operação do sistema. Enquanto o governo avançou no acordo para compensação dos cortes de geração, Aneel e TCU avançaram em discussões sobre monitoramento da MMGD e gestão dos excedentes de energia.
A semana ainda trouxe novos desdobramentos do LRCap e avanços para a realização do primeiro leilão de gás da União.
Em outra frente, a área técnica do TCU propôs dar à Aneel 360 dias para revisar as regras de curtailment de usinas eólicas e solares. O relatório também recomenda que a agência avalie, em consulta pública, mecanismos de constrained-off para a geração distribuída, incluindo cortes físicos e contábeis e instrumentos de sinalização tarifária. As propostas ainda dependem da análise do relator da auditoria e do plenário do tribunal.
O credenciamento das empresas é apenas uma etapa do processo, nenhum sistema de armazenamento concluiu até agora o processo necessário para ser considerado apto às exigências de conteúdo local do produto exigido para o leilão de 2 de dezembro.
As baterias também podem estrear na transmissão. A Aneel abriu consulta sobre o leilão de abril de 2027, que pode ter um lote com baterias. O edital em discussão reúne 12 lotes e prevê, no lote 5, um sistema de armazenamento de 100 MW de potência e 200 MWh de capacidade, conectado à subestação Cruzeiro do Sul, no Acre.
A discussão sobre o uso de marcas por distribuidoras e comercializadoras do mesmo grupo ficou sem definição. O diretor Willamy Frota pediu vista e adiou a decisão da Aneel sobre o tema.
A votação foi interrompida em dois a um pela proposta da relatora Agnes da Costa, que rejeitou uma proibição absoluta do compartilhamento das marcas e propôs salvaguardas para diferenciar as atividades. A discussão ocorre em meio à preparação para a abertura do mercado à baixa tensão.
Pelo acordo, com prazo de três anos, a PPSA venderá o gás não processado à Petrobras e recomprará a molécula depois do processamento, permitindo sua posterior comercialização.