A Associação Comercial da Bahia (ACB) reuniu empresários e lideranças na noite desta segunda-feira (21) para discutir o cenário político às vésperas das eleições de 2026. O jantar aconteceu no Palacete Tirachapéu, na Rua Chile, no Centro Histórico, e foi realizado em parceria com o LIDE Bahia e o portal Política Livre. Parte da arrecadação será destinada à restauração do teto do Palácio da ACB, no Comércio.
Na palestra "O Brasil às vésperas das urnas", o cientista político Antonio Lavareda avaliou que o presidente Lula tem hoje um desempenho "inferior ao que tinha nesse mesmo momento em 2022". Segundo ele, a aprovação geral do governo está em 48% na média das pesquisas, patamar elevado para padrões internacionais, mas a desaprovação, entre 50% e 51%, define um teto relativamente baixo para o presidente. Lavareda também sustenta que "o voto combina avaliação racional, identidade política e emoções".
A presidente da ACB, Isabela Suarez, ligou o debate à realidade das empresas. Para ela, acompanhar o eleitor é "uma forma de compreender o Brasil que teremos pela frente". No evento, ela classificou como urgente a recuperação da qualidade institucional do país e disse que a fragilidade das instituições, sobretudo do STF, impacta diretamente o empresariado baiano.
Raul Monteiro, do Política Livre, defendeu a preservação das instituições. Para ele, a democracia é "um regime para superar problemas, obstáculos e conflitos de forma pacífica", e não uma garantia de escolher sempre governos certos.
Vice-presidente de Sustentabilidade da ACB, o advogado Georges Humbert destacou o elo entre estabilidade institucional e investimento: "Não existe desenvolvimento sustentável sem segurança jurídica. Seja qual for o resultado das urnas, o empresário precisa de regras claras, estáveis e respeitadas para investir, gerar emprego e proteger o meio ambiente."