| As fortes chuvas que vêm atingindo diferentes regiões do Brasil reacendem uma questão cada vez mais presente no planejamento urbano: como preparar as cidades para receber volumes extremos de água sem transformar a chuva em alagamentos, enchentes e outros transtornos?
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), setembro tem sido marcado por uma sequência de episódios de tempo severo no Centro-Sul do país, com registros de chuvas intensas em curtos períodos, vendavais, granizo e outros fenômenos. O instituto também destaca que diversas localidades registraram volumes expressivos de chuva ao longo do mês.
É nesse contexto que ganha espaço o conceito de “cidade-esponja”, estratégia de planejamento urbano que busca fazer com que a cidade absorva, retenha, armazene e libere a água da chuva de maneira mais gradual, aproximando o funcionamento do ambiente urbano dos processos naturais.
Na prática, isso pode envolver soluções como pavimentos permeáveis, jardins de chuva, parques alagáveis, áreas verdes, telhados verdes, reservatórios de retenção, recuperação de rios e córregos e sistemas de captação de água da chuva.
A proposta não é eliminar a infraestrutura tradicional de drenagem, mas combiná-la a soluções que permitam que parte da água seja absorvida e armazenada antes de chegar à rede de drenagem. Pontos que merecem atenção, debate e solução:
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