PL elege mais senadoras do país e é o 2º partido com mais deputadas federais. Legenda de Bolsonaro supera o PT entre as mulheres no Senado, e tem candidata a governadora no 2º turno.
O Partido Liberal saiu das urnas de 4 de outubro como uma das principais vias de acesso das mulheres ao poder. No Senado, foi o partido que mais elegeu mulheres: três representantes — Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal, e Carol de Toni, por Santa Catarina. O PT elegeu duas: Marília Campos (MG) e Samanda de Lula (RN).
O resultado se insere num movimento mais amplo do campo conservador. Entre as 12 mulheres eleitas para o Senado, sete são de partidos classificados ou associados à direita. Com isso, o número de senadoras passará das atuais 15 para 18 em 2027, o equivalente a 22,2% das 81 cadeiras. O DF terá, pela primeira vez, bancada exclusivamente feminina no Senado.
Câmara: recorde histórico
A Câmara terá 109 mulheres a partir de 2027, o maior patamar já registrado pela bancada feminina, ou 21,2% das cadeiras (alguns levantamentos contabilizam 108). O PT elegeu o maior número de mulheres, com 26 deputadas; o PL aparece em seguida, com 22 eleitas, enquanto o PSOL conquistou 8 cadeiras. Considerada a federação, PT, PCdoB e PV somam 34 cadeiras, 31,2% da representação feminina na Casa.
Assembleias: destaque em SP e SC
Nos estados, o desempenho do PL também chama atenção. Em São Paulo, Eduarda Campopiano (PL) foi a mais votada para a Alesp, com 1,95 milhão de votos. Em Santa Catarina, que elegeu um número recorde de cinco deputadas estaduais, três são do PL: Ana Campagnolo, Juliana Maciel e Chica do Eskudlark. Em Minas, 20 dos 77 deputados estaduais eleitos são mulheres, recorde na ALMG.
Governos estaduais: avanço ainda tímido
No Executivo, o quadro segue restrito. Apenas Raquel Lyra (PSD) venceu já no primeiro turno, garantindo a reeleição em Pernambuco. Outras quatro disputam o 2º turno em 25 de outubro: Mailza Assis (Progressistas), Professora Dorinha (União Brasil), Celina Leão (Progressistas) e Professora Maria do Carmo (PL) — todas de partidos de centro ou direita. Nenhuma candidata de esquerda chegou à reta final para governador; a análise do Congresso em Foco aponta que o PT não lançou uma única candidata a governo estadual.
Paridade ainda distante
Apesar dos recordes, as mulheres seguem minoria. O avanço ocorreu mesmo com menos candidatas: 2.820 mulheres disputaram vaga de deputada federal, contra 3.317 em 2022.
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