Política Perseguição?
PT pede prisão de  por crime eleitoral após retenção de ônibus em Salvador
Prefeitura nega irregularidades
25/10/2026 16h33
Por: Redação
Redes sociais

Salvador, 25 de outubro de 2026 — A Federação Brasil da Esperança, formada por PT,  e PV, solicitou neste domingo (25) à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), por crime eleitoral. O pedido foi anunciado pelo presidente do PT na Bahia, Eden Valadares, em publicação nas redes sociais.

Segundo a federação, boa parte da frota de ônibus da capital baiana permaneceu retida em garagens durante o segundo turno, enquanto estações e pontos de ônibus registravam superlotação e longas esperas de eleitores. "Solicitamos à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal o pedido de prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por crime eleitoral", escreveu Valadares.

Decisão do TRE-BA

Horas antes, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Szporer, já havia determinado a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, sob acusação de orientar a redução da frota no dia da votação. A decisão fixou prazo de uma hora para a comprovação da circulação integral dos ônibus, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. "Cumpra-se com a urgência máxima que o plantão do dia de votação exige", determinou o magistrado.

Defesa da prefeitura

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Bruno Reis afirmou que 75 ônibus ficaram temporariamente retidos em uma garagem durante a manhã, mas negou qualquer ação deliberada para impedir o deslocamento dos eleitores. Segundo o prefeito, sindicalistas teriam colado adesivos do PT nas janelas dos veículos, o que teria provocado o impasse. Após a retirada dos adesivos, os ônibus passaram a circular normalmente, disse.

Em nota, a Semob informou ter determinado a liberação de todos os ônibus das garagens, "ainda que estivessem com adesivação considerada como propaganda irregular", e afirmou que a operação já estaria sendo normalizada.

Repercussão

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou que colocaria policiais militares habilitados à disposição para dirigir ônibus, se necessário. "Não vou aceitar o que estão fazendo com a população baiana, tentando impedir que as pessoas exerçam seu direito ao voto", afirmou.

A legislação eleitoral determina gratuidade do transporte coletivo no dia da eleição e manutenção de oferta compatível com a operação habitual. A redução injustificada do serviço, se comprovada, pode ser enquadrada como conduta de dificultação do exercício do voto.