Dólar dispara e Bolsa despenca após reeleição de Lula e aciona circuit breaker
O mercado financeiro brasileiro abriu esta segunda-feira (26) sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada na noite de domingo (25).
Nas primeiras horas de negociação, o dólar comercial disparou e a Bolsa brasileira entrou em colapso, levando a B3 a interromper as operações.
Quanto subiu o dólar e quanto caiu a bolsa?
Segundo o noticiário do dia, o dólar abriu em alta de 8,65%, cotado a R$ 5,42, e rapidamente avançou para R$ 5,60, com valorização de 12,5% — o que representa a maior variação intradiária desde 1999. A cotação máxima do dia registrada foi de R$ 5,6049.
No mesmo movimento, o Ibovespa recuou mais de 10% logo na abertura e chegou a registrar perdas de 16,94% aos 170.340 pontos, acumulando queda de até 19,85% ao longo da manhã. O índice chegou a cair 17,34% na mínima intradiária.
Com a volatilidade extrema, a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações para conter oscilações.
Por que o mercado reagiu assim?
Analistas citados pela imprensa apontam dois fatores centrais:
Um relatório do banco norte-americano JPMorgan projeta recuo nas avaliações da bolsa nos próximos dias. O Tesouro Nacional também suspendeu a venda de títulos públicos após a disparada das taxas.
O que é circuit breaker?
É um mecanismo de segurança da B3. Quando o Ibovespa cai 10%, as negociações são paralisadas por 30 minutos. Se após a reabertura a queda chegar a 15%, nova paralisação de 1 hora. Acima de 20%, a B3 pode suspender o pregão por tempo indeterminado.
O que esperar agora?
O mercado deve seguir volátil até o anúncio da equipe econômica e das primeiras medidas de ajuste fiscal. Dólar alto pressiona importações e inflação, enquanto a queda da bolsa reflete a saída de capital estrangeiro.