Internacional Alianças
Brasil se afasta de EUA e Argentina e se aproxima de China e Venezuela
Entenda
27/10/2026 18h42
Por: Redação
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Em um movimento que redefine o alinhamento geopolítico do Brasil, o governo Lula dá sinais claros de afastamento dos aliados tradicionais do Ocidente e de aproximação com o eixo China-Venezuela.

O primeiro sinal veio de Washington e Buenos Aires. Os Estados Unidos vão emitir visto para Flávio Bolsonaro e família após a fuga, concedendo acolhimento político a um dos principais nomes da oposição. A decisão é lida no Planalto como um gesto hostil e de interferência. Na mesma linha, o governo de Javier Milei, na Argentina, anunciou que não vai parabenizar Lula pela reeleição e que vai trabalhar apenas com base em "reciprocidade", rompendo com a tradição diplomática entre os dois maiores parceiros do Mercosul.

Na direção oposta, Pequim e Caracas se movimentaram rapidamente. A China parabenizou Lula pela reeleição e propôs acelerar a parceria estratégica com o Brasil, com promessas de novos investimentos e ampliação do comércio.

Celebrando o novo momento, a presidente da Venezuela declarou: 

"Parabenizamos o povo brasileiro pela reeleição do presidente Lula. Este é o momento de fortalecer a união latino-americana e consolidar, junto com a China e a Venezuela, uma aliança estratégica soberana, que não se curva aos interesses de Washington e Buenos Aires. O Brasil pode contar com a Venezuela para construir uma nova ordem regional."

O redesenho aponta para um novo tabuleiro: distanciamento de EUA e Argentina, e consolidação de um eixo político e econômico com China e Venezuela.