Uma área de aproximadamente cinco hectares de vegetação ciliar começa a dar sinais concretos de recuperação no território quilombola Mimbó, no município de Amarante. A iniciativa, executada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), marca um avanço importante na recomposição ambiental às margens do rio Canindé, em um trecho estratégico próximo à foz do riacho Mimbó.
O trabalho começou com um diagnóstico detalhado da área, utilizando imagens de satélite e drones, que identificaram diferentes níveis de degradação. A partir disso, foram implantadas mudas de espécies nativas ao longo da Área de Preservação Permanente (APP), respeitando a faixa legal e adotando também estratégias de regeneração natural.

Um dos diferenciais do projeto foi a construção conjunta com a comunidade, que participou diretamente da execução, mantendo o uso tradicional do território. Como medida complementar, a Semarh deve intensificar ações de educação ambiental para garantir a preservação das áreas recuperadas.

Para o diretor de Licenciamento Ambiental da Semarh, Felipe Gomes, a iniciativa mostra a importância da integração entre técnica e comunidade. “Conseguimos aliar conhecimento técnico ao envolvimento local, o que fortalece não apenas a recuperação, mas a conservação dessas áreas ao longo do tempo”, afirmou.
A avaliação inicial indica boa adaptação das mudas e sinais de regeneração natural. A próxima etapa prevê monitoramento contínuo, com ações de reforço e acompanhamento, garantindo a consolidação da vegetação ciliar e a proteção dos recursos hídricos da região.

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