Em 1932, Aldous Huxley publicou Admirável Mundo Novo, uma das mais perturbadoras distopias da literatura mundial. Quase um século depois, a obra parece oferecer uma lente inquietante para interpretar o Brasil que emerge de mais uma eleição presidencial vencida pelo Partido dos Trabalhadores, a quarta de Lula, a sexta do partido.
A comparação está na reprodução do regime imaginado por Huxle naquilo que talvez seja ainda mais preocupante: a possibilidade de uma sociedade abrir mão gradualmente do pensamento crítico, da autonomia intelectual e da disposição para questionar, em troca de entretenimento, satisfação imediata, certezas ideológicas e narrativas cuidadosamente construídas.
O mundo de Huxley não precisa recorrer permanentemente à força para controlar seus habitantes. A população é condicionada desde o nascimento, dividida em castas, estimulada ao consumo e mantida em permanente estado de satisfação artificial , o soma, a hipnopedia, o lema de que todos pertencem a todos. A liberdade individual é substituída por comportamentos programados. A reflexão cede espaço ao prazer imediato. O questionamento torna-se inconveniente. O próprio Huxley, no prefácio de 1946 e ao revisitar a obra em 1958 (Regresso ao Admirável Mundo Novo), advertiu que a realidade caminhava para a sua ficção mais depressa do que imaginara — e que a ditadura do futuro não precisaria do terror: bastar-lhe-iam a propaganda, a distração ininterrupta e uma população que aprendesse a amar a própria servidão.
Não é necessário queimar livros quando ninguém mais demonstra interesse em lê-los. Tampouco é necessário proibir o pensamento quando se consegue tornar o pensamento crítico socialmente indesejável. Neil Postman sintetizou essa diferença ao contrapor Orwell a Huxley: o primeiro temia os que proibiriam os livros; o segundo, que não houvesse mais quem quisesse lê-los. O primeiro temia que a verdade nos fosse escondida; o segundo, que ela se afogasse num mar de irrelevâncias.
É nessa perspectiva que o Brasil de Lula 4 merece uma reflexão.
Seis vitórias eleitorais em sete disputas presidenciais
Desde 2002, o PT venceu seis das sete eleições presidenciais realizadas neste século: Lula em 2002 e 2006, Dilma Rousseff em 2010 e 2014, e Lula novamente em 2022 e 2026. A única derrota nas urnas ocorreu em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro.
São seis mandatos presidenciais conquistados pelo mesmo campo partidário. O partido governou o Brasil durante quase todo este século. Trata-se de um fenômeno político de enorme dimensão, que não pode ser explicado apenas pela popularidade de um presidente ou por circunstâncias eleitorais isoladas.
É evidente que eleições sucessivas são legítimas manifestações da vontade popular. A soberania popular, exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto (art. 14 da Constituição), é o fundamento de toda a ordem republicana; o eleitor tem o direito de escolher, inclusive de repetir suas escolhas. A questão que merece investigação é outra: como compreender a permanência de um projeto político, sua capacidade de reprodução e a influência que exerce sobre a cultura, o debate público e a formação da opinião nacional?
O PT nasceu com raízes no sindicalismo, nos movimentos sociais, em setores progressistas da Igreja e no pensamento socialista. Não se pode, portanto, reduzir toda a sua história a uma definição simplista de comunismo ou totalitarismo. Mas tampouco se deve ignorar a matriz ideológica de seu projeto, suas concepções sobre o papel do Estado na economia e na vida privada e suas disputas em torno dos valores tradicionais da sociedade. Para compreendê-lo, Gramsci é chave de leitura mais útil do que Lenin: a conquista da hegemonia cultural precede — e sustenta — a conquista do poder político.
O que merece atenção, assim, é a capacidade de um projeto político de ultrapassar a disputa eleitoral e alcançar os ambientes de produção cultural, formação intelectual e construção de valores.
A conquista das mentes
Uma das características mais relevantes do universo de Huxley é o condicionamento cultural. As pessoas não precisam ser obrigadas a pensar de determinada maneira quando são educadas para considerar aquela maneira a única aceitável.
No Brasil contemporâneo, merece atenção a crescente influência política exercida por artistas, jornalistas, intelectuais, produtores culturais e influenciadores digitais. Não porque essas categorias devam ser politicamente neutras — a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão da atividade intelectual e artística (art. 5º, IV e IX, da Constituição) pressupõe exatamente o contrário —, mas porque o pluralismo político, erigido a fundamento da República (art. 1º, V), exige que diferentes perspectivas tenham espaço e que nenhuma corrente ideológica adquira o monopólio da legitimidade moral.
O problema começa quando discordar passa a ser sinônimo de ignorância, preconceito ou ameaça à democracia. Quando a crítica ao governo é confundida com oposição ao país. Quando a investigação jornalística cede lugar à militância seletiva. Quando artistas e celebridades deixam de ser apenas formadores de opinião para se converterem em referências incontestáveis de comportamento político. E quando a própria palavra “desinformação”, que deveria designar a mentira deliberada, passa a servir de rótulo para a divergência — algo que a Constituição, ao vedar toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística (art. 220, § 2º), não admite.
A propaganda contemporânea não precisa necessariamente assumir a aparência de propaganda. Pode vir embalada em humor, música, novelas, entretenimento, campanhas publicitárias, discursos emocionais e conteúdos aparentemente espontâneos nas redes sociais. Huxley já o sabia: a propaganda mais eficaz não é a que argumenta, mas a que associa, repete e diverte.
A repetição de uma narrativa, sua associação a figuras admiradas e a desqualificação sistemática de seus críticos podem produzir um ambiente em que a opinião passa a preceder a informação. Primeiro se escolhe o lado; depois se selecionam os fatos que o confirmam.
É a substituição do debate pela identificação tribal. E é, também, a inversão do método: na ciência, no direito e no jornalismo, a conclusão é o ponto de chegada da prova; na tribo, é o ponto de partida.
A janonização do Brasil e o exército de dez milhões de repetidores
A esse fenômeno soma-se aquilo que já denominei de janonização do Brasil: a transformação da comunicação política em uma operação permanente de mobilização emocional, repetição de palavras de ordem, simplificação de questões complexas e disseminação de narrativas destinadas a produzir adesão, indignação e engajamento.
A referência a André Janones não diz respeito apenas a uma pessoa, mas a um método de comunicação política que merece ser examinado: a política convertida em conteúdo viral, a controvérsia transformada em instrumento de mobilização e a repetição de mensagens substituindo, muitas vezes, a apresentação de argumentos e evidências. O método tem lógica própria, e ela é a lógica do algoritmo: o que engaja é o que indigna; o que indigna é o que simplifica; o que simplifica é o que se repete.
É a construção de um exército de dez milhões de repetidores sem pensar.
Dez milhões, aqui, como expressão da dimensão de uma massa potencial de reprodução de mensagens, não como estatística comprovada de seguidores ou militantes. Pessoas que recebem uma narrativa, reproduzem-na, compartilham-na e a defendem, frequentemente sem investigar sua origem, verificar sua veracidade ou compreender suas implicações.
O mecanismo é perversamente eficiente. Uma afirmação é lançada, ganha repercussão, é reproduzida por influenciadores, artistas, militantes e perfis organizados. Em pouco tempo, sua repetição passa a ser confundida com comprovação. A quantidade de pessoas que a reproduzem parece conferir-lhe legitimidade. É a velha falácia do argumentum ad populum, agora industrializada.
A pergunta deixa de ser se algo é verdadeiro e passa a ser quantas pessoas estão dizendo a mesma coisa.
Nesse ambiente, o adversário não precisa ser refutado: basta ser desqualificado. O argumento não precisa ser enfrentado: basta identificar seu autor como pertencente ao campo político considerado inimigo. A investigação não precisa ser concluída: basta produzir uma versão emocionalmente satisfatória para o próprio grupo. O ad hominem deixa de ser um vício lógico para se tornar o próprio método.
O resultado é uma sociedade progressivamente dividida entre aqueles que repetem e aqueles que são acusados por questionar.
O fenômeno não é exclusivo da esquerda, nem está restrito a um partido. A direita também produz seus próprios mecanismos de repetição, desinformação e radicalização — e os produziu com intensidade nas últimas campanhas. Mas a dimensão da influência cultural e comunicacional acumulada por um projeto político que governou o país durante a maior parte deste século, e que agora dispõe de mais quatro anos de máquina pública, de verbas de publicidade oficial e de capilaridade institucional, justifica examinar particularmente seus instrumentos de reprodução ideológica. Quem detém o poder tem mais a prestar contas, não menos.
O problema não é ter convicções. É não submetê-las à dúvida.
O imbecil coletivo e a falência do pensamento independente
É impossível aprofundar essa discussão sem recorrer a Olavo de Carvalho e ao conceito que popularizou em O Imbecil Coletivo (1996).
A expressão sintetiza uma crítica à mediocridade intelectual organizada, à reprodução de ideias sem reflexão e à formação de consensos nos quais a aparência de conhecimento substitui o conhecimento efetivo.
O imbecil coletivo não é simplesmente aquele que desconhece determinado assunto. É aquele que se considera suficientemente informado porque domina o vocabulário, os slogans e as referências do seu grupo, mas não desenvolve a capacidade de examinar criticamente aquilo que repete. Não se trata da ignorância individual — essa é humana e remediável —, mas da ignorância que se organiza, se institucionaliza e se apresenta como cultura.
É o indivíduo que confunde informação com conhecimento, popularidade com verdade, diploma com inteligência e alinhamento ideológico com superioridade moral.
A crítica de Olavo, independentemente das controvérsias em torno de sua própria trajetória intelectual e política — e elas são muitas, algumas procedentes —, oferece uma chave para compreender um fenômeno contemporâneo: a formação de comunidades em que o pertencimento importa mais do que a razão. Ortega y Gasset, décadas antes, já descrevera o homem-massa como aquele que não sente a necessidade de justificar as próprias opiniões, mas apenas o direito de impô-las.
O sujeito não precisa compreender a questão econômica, jurídica, ambiental ou institucional sobre a qual opina. Basta conhecer a posição que seu grupo espera que ele reproduza.
Não precisa ler a decisão judicial, o projeto de lei, o relatório técnico ou a notícia original. Basta compartilhar a interpretação que recebeu de alguém em quem confia.
Não precisa conhecer o adversário. Basta odiá-lo.
É nesse ponto que Huxley, Janones e Olavo de Carvalho se encontram, apesar das diferenças profundas entre suas obras, perspectivas e contextos.
Huxley descreve o condicionamento social. A janonização representa uma forma contemporânea de comunicação política baseada na repetição e na mobilização emocional. Olavo oferece a crítica à degeneração do pensamento coletivo.
Três caminhos para uma mesma preocupação: a possibilidade de uma sociedade perder a capacidade de pensar por conta própria — de abdicar, na fórmula de Kant, do uso do próprio entendimento sem a direção de outrem, que é a própria definição da menoridade intelectual.
A transformação dos valores e o lugar da família
Outro aspecto que aproxima o debate contemporâneo das inquietações de Huxley é a transformação da concepção de família, sexualidade, maternidade, paternidade e liberdade individual.
O romance apresenta uma sociedade na qual a família tradicional foi eliminada como instituição, a reprodução humana foi dissociada da maternidade — a própria palavra “mãe” tornou-se uma obscenidade — e as relações afetivas foram subordinadas à lógica do prazer e da estabilidade coletiva. O Estado Mundial não proíbe o afeto; torna-o desnecessário.
No debate político brasileiro, diferentes setores progressistas defendem mudanças profundas em temas como direitos sexuais e reprodutivos, aborto, identidade de gênero, educação sexual e modelos familiares.
Essas pautas não são idênticas, nem todas representam uma rejeição à família. Tampouco a defesa de direitos individuais implica necessariamente o fim de valores familiares. Já sustentei, em estudo sobre o voto do Ministro Ayres Britto no reconhecimento das uniões homoafetivas, que a liberdade sexual e as formas plurais de constituição da família são direitos fundamentais de aplicabilidade imediata — e não vejo razão para recuar dessa posição. Entretanto, existe uma disputa cultural legítima sobre os limites da atuação estatal, a proteção da infância, a liberdade de consciência, o direito dos pais à participação na educação dos filhos e o papel das tradições na organização social. A própria Constituição a reconhece: a família é a base da sociedade e tem especial proteção do Estado (art. 226); o planejamento familiar é livre decisão do casal, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas (art. 226, § 7º); os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos (art. 229); e cabe à família, à sociedade e ao Estado assegurar, com absoluta prioridade, os direitos da criança e do adolescente (art. 227).
Uma democracia madura deveria permitir que essas questões fossem discutidas sem intimidação, censura moral ou imposição de pensamento único.
O conservadorismo não pode ser tratado automaticamente como obscurantismo. Da mesma maneira, o progressismo não deve ser confundido automaticamente com evolução civilizatória. Ambos precisam se submeter à crítica, à razão e ao debate democrático. O pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas que a Constituição impõe ao ensino (art. 206, III) não é concessão a uma das correntes: é a regra do jogo para todas.
A liberdade sexual, os direitos individuais e as diferentes configurações familiares são temas legítimos da democracia. O que não pode existir é a transformação de qualquer posição ideológica em dogma imune ao questionamento.
O Brasil entre a propaganda e a realidade
Há uma contradição particularmente preocupante quando a comunicação política se distancia da realidade cotidiana.
O cidadão que enfrenta dificuldades na saúde, na educação, na segurança pública, no acesso à moradia e na mobilidade urbana não pode ser convencido de que vive em um país extraordinário apenas porque assim afirmam os discursos oficiais ou seus porta-vozes culturais. Os direitos sociais do art. 6º da Constituição não se realizam por decreto nem por campanha publicitária; realizam-se por planejamento, orçamento e gestão eficiente (art. 37, caput) — e, sem planejamento, não há política pública que se sustente.
A propaganda pode construir uma percepção de prosperidade, mas não substitui resultados. A popularidade pode sustentar governos, mas não elimina a necessidade de fiscalização. A aprovação eleitoral não transforma decisões políticas em verdades incontestáveis. A Constituição, aliás, é expressa: a publicidade dos atos governamentais deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, vedada a promoção pessoal de autoridades (art. 37, § 1º). Publicidade oficial convertida em propaganda de projeto político não é apenas um desvio ético; é uma inconstitucionalidade.
O risco de uma sociedade anestesiada está justamente na perda dessa capacidade de confrontar discurso e realidade.
Em Admirável Mundo Novo, o indivíduo que questiona a ordem estabelecida é visto como uma anomalia — e é exilado para uma ilha. No Brasil, qualquer tentativa de estabelecer esse paralelo deve ser feita com responsabilidade: não vivemos literalmente o Estado Mundial de Huxley, e nossas instituições, eleições e liberdades não podem ser simplesmente equiparadas à ficção totalitária. A eleição de 2026, aliás, foi disputada voto a voto, decidida no segundo turno por margem estreita e com virada em relação ao primeiro turno — prova de que o país continua dividido, e não anestesiado.
Mas a advertência permanece atual.
Uma sociedade pode conservar formalmente suas instituições democráticas e, ainda assim, empobrecer seu ambiente intelectual, reduzir a diversidade de ideias e transformar a política em espetáculo permanente. Tocqueville chamou a isso de despotismo brando: um poder tutelar que não tiraniza, mas amolece; que não quebra as vontades, mas as dirige; que não destrói a liberdade, mas a torna supérflua.
Lula 4: o triunfo de um projeto ou o esgotamento do pensamento crítico?
A quarta vitória presidencial de Lula não representa, por si só, uma demonstração de que o Brasil tenha perdido sua capacidade de pensar. Representa uma escolha eleitoral legítima, que precisa ser respeitada. Mas também inaugura um momento oportuno para examinar a força de um projeto político que conseguiu vencer seis das sete eleições presidenciais deste século.
A pergunta não é apenas por que o PT continua vencendo. É também por que parcela expressiva da sociedade parece cada vez menos disposta a discutir criticamente as consequências de suas escolhas, os resultados dos governos e as contradições de seus representantes.
Quis custodiet ipsos custodes? Quem fiscaliza os fiscalizadores? Quem questiona os artistas quando seus discursos não correspondem às suas práticas? Quem cobra coerência dos intelectuais? Quem exige dos jornalistas o mesmo rigor com aliados e adversários? Quem confronta os influenciadores que transformam convicções políticas em verdades absolutas?
E, sobretudo, quem ainda se dispõe a pensar antes de repetir?
Uma democracia não se mede apenas pela quantidade de eleições realizadas, mas também pela qualidade do debate que as antecede e pela liberdade de questionar aqueles que delas saem vencedores. A sociedade aberta de que fala Häberle pressupõe intérpretes, não repetidores. E Rui Barbosa já advertia que o poder não é um antro, é um tablado: quem o exerce está sob as luzes, e não acima delas.
O maior perigo não é um partido vencer eleições sucessivas. É a sociedade deixar de exigir explicações de quem vence.
Huxley imaginou um mundo em que a liberdade foi sacrificada sem que as pessoas percebessem inteiramente o que estavam perdendo. Não por falta de informação, mas pela perda do interesse em procurá-la. Não pela ausência de opiniões, mas pelo excesso de certezas produzidas e distribuídas em escala industrial.
Olavo de Carvalho chamou atenção para a mediocridade intelectual que se organiza coletivamente e se apresenta como pensamento. A janonização acrescenta a velocidade, a escala e a eficiência das redes sociais a esse processo: milhões de pessoas potencialmente mobilizadas para reproduzir mensagens, enquanto o exercício individual da reflexão perde espaço.
O antídoto não é a censura — que a Constituição veda — nem o silêncio dos que discordam. É a educação voltada ao pleno desenvolvimento da pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania (art. 205); a imprensa que investiga em vez de militar; a universidade que ensina a duvidar em vez de aderir; e o cidadão que lê a fonte antes de compartilhar a versão.
O Brasil de Lula 4 precisa decidir se continuará sendo uma democracia em que ideias disputam espaço, instituições são fiscalizadas e cidadãos questionam o poder, ou se caminhará para um ambiente em que a propaganda substitui a reflexão, a militância substitui o jornalismo e a conveniência ideológica substitui a verdade.
Afinal, o admirável mundo novo de Huxley não começou quando as pessoas foram proibidas de pensar.
Começou quando deixaram de sentir necessidade de fazê-lo.
E talvez a maior vitória de qualquer máquina de propaganda não seja convencer milhões de pessoas de uma determinada ideia, mas fazê-las acreditar que chegaram sozinhas a uma conclusão que apenas aprenderam a repetir.
Georges Humbert é advogado, doutor e mestre em Direito do Estado pela PUC-SP, pós-doutor pela Universidade de Coimbra, membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e presidente-fundador do Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (IbradeS). Autor de mais de 40 livros, entre eles “Da teoria geral do direito ao ativismo judicial” (GZ Editora).
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