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Economia dos oceanos pode crescer 2,5 vezes até 2050 com avanço da energia de baixo carbono, aponta OECD

Autoridade no assunto, Liu Berman explica que a transição para a ‘blue economy’ (economia azul) precisa acelerar nos próximos quatro anos para evitar o esgotamento dos recursos marinhos.

23/05/2026 15h44
Por: Redação
Economia dos oceanos pode crescer 2,5 vezes até 2050 com avanço da energia de baixo carbono, aponta OECD

Você já ouviu falar em ‘blue economy’? Antes de se falar em sustentabilidade dentro da economia dos oceanos, essa indústria já movimentava cerca de US$ 1,5 trilhão no cenário internacional, segundo insights da ‘Global School of Sustainability at LSE’ (GSoS), sede do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente.

 

O crescimento do setor, no entanto, dividiu as opiniões do mercado com o passar dos anos. Enquanto atividades como pesca, exploração de petróleo e gás offshore estão no leque de práticas que acompanharam o último meio século de crescimento dessa indústria, as atividades oceânicas devem passar por uma reformulação nos próximos quatro anos. 

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A causa é justamente a degradação ecológica e o esgotamento de recursos naturais nos mares. Embora a economia dos oceanos projete chegar a US$ 3 trilhões até 2030, o setor vem dando protagonismo para práticas sustentáveis, como as apostas na geração de ‘energia eólica offshore’ (aerogeradores instalados na água). 

 

Referência nacional na articulação de territórios sustentáveis, a líder do Movimento Reinventando Futuros e da LB Cultura Circular, Liu Berman, afirma que a ‘blue economy’ chega para transicionar as atividades oceânicas em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

 

“Refrear um avanço metódico de mais de uma década é um esforço que as nações, incluindo o Brasil, estão propondo. Estamos há apenas quatro anos da conclusão da ‘Agenda 2030’, e observar o avanço da transição da ‘economia dos oceanos’ ainda preocupa. A adesão necessita de uma urgência maior, para dialogar com a ODS 14 (Vida na Água) e não perder os ativos, pelo fato dos oceanos não conseguirem mais se regenerar como antes”, explica.  

 

A exploração intensa dos últimos anos, segundo Berman, pode ser mitigada com o uso de estratégias sustentáveis. “Lavar as mãos para essa urgência compromete um ecossistema global, não apenas economicamente, mas socialmente”, ressalta a especialista. 

 

A urgência da idealizadora da LB Cultura Circular é retratada através do relatório ‘The Ocean Economy to 2050’, da OECD. Segundo o documento, os oceanos fazem parte da segurança alimentar para mais de três bilhões de pessoas, possibilitando o transporte de mais de 80% das mercadorias globais e abrigando cabos submarinos que carregam 98% do tráfego internacional da Internet. “Qualquer colapso estrutural paralisa o comércio e toda a comunicação global. Proteger o ecossistema marinho é, fundamentalmente, proteger a própria estabilidade da economia global”, afirma. 

 

Ainda segundo a OECD, a transição energética global deve afetar o crescimento da economia oceânica, mas que ainda caminha a passos largos. De acordo com a ata, a transição acelerada para energia de baixo carbono ainda resultaria no crescimento da economia oceânica até 2050, alcançando até 2,5 vezes o tamanho que tinha em 1995.

 

"A janela de oportunidade para essa virada de chave é curta, especialmente ao se tratar do prazo da Agenda 2030. O crescimento projetado pela OCDE até 2050 só se sustentará se mudarmos a matriz de exploração agora, substituindo as práticas predatórias por ativos de baixo carbono antes que o esgotamento dos recursos marinhos se torne irreversível", conclui Liu Berman. 

 

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