A exclusão de pessoas LGBTI+ no mercado de trabalho não é apenas uma violação de direitos humanos, mas também um gargalo econômico severo para o Brasil. Um estudo recente conduzido pelo Banco Mundial, em parceria com organizações da sociedade civil, revela que o preconceito e a falta de oportunidades para essa população custam R$ 94,4 bilhões por ano ao país, o equivalente a 0,8% do PIB nacional em 2024.
Os dados do cenário nacional
O levantamento do Banco Mundial traz números alarmantes sobre a disparidade no mercado de trabalho:
Nathália Fernandes é uma das principais vozes do país na transformação dessa realidade. Ela contribuiu ativamente com o lançamento e promoção das diretrizes de transição de gênero na Alcoa Brasil, um case de sucesso que estabelece processos claros de acolhimento, respeito à identidade e suporte psicológico e administrativo para colaboradores trans.
Reconhecida globalmente pela plataforma Favikon como o perfil nº 1 do LinkedIn em pautas LGBTI+ e premiada pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, a especialista defende que a diversidade precisa sair do papel de uma vez por todas.
“Políticas de inclusão não podem existir apenas no discurso; elas precisam orientar decisões, processos e comportamentos. Quando uma empresa estabelece diretrizes claras para acolher uma pessoa em transição de gênero, ela está preparando a organização para agir com responsabilidade, cuidado e respeito. Diversidade e inclusão são agendas estratégicas do negócio, não apenas ações isoladas de RH.”
Direitos Humanos No Dia da favela, 12,3 mil comunidades passam a contar com CEP
Direitos Humanos Unicef: nenhum país do G20 tem maioridade penal abaixo dos 18 anos