Sexta, 06 de Novembro de 2026 05:45
(71) 98382-1916
23°

Tempo nublado

Salvador, BA

Dólar com.

R$ 5,49

Euro

R$ 6,17

Economia Infra

Portos brasileiros começam a discutir eletrificação de cais em meio ao avanço global do Shore Power

Solução móvel premiada da igus permite que qualquer embarcação se conecte à rede elétrica em terra. Seminário gratuito em julho reúne especialistas internacionais para debater o tema no contexto brasileiro

24/06/2026 17h26
Por: Redação
Portos brasileiros começam a discutir eletrificação de cais em meio ao avanço global do Shore Power

 

 

Hamburgo faz. Roterdã faz. No Brasil, a conversa está começando a ganhar corpo. A eletrificação de cais, conhecida no setor como Shore Power, já faz parte dos planos de desenvolvimento de diversos portos ao redor do mundo e vem sendo considerada uma das iniciativas mais relevantes dentro das estratégias de descarbonização do setor marítimo. A tecnologia permite que navios atracados desliguem seus geradores a bordo e se conectem à rede elétrica em terra, reduzindo emissões atmosféricas, ruídos e consumo de combustível de forma significativa.

Para trazer esse debate ao contexto brasileiro, a igus — líder global em soluções para aplicações em movimento — promoverá no dia 1º de julho de 2026 o seminário online gratuito "igus IMSPO – Mobile Shore Power Revolution". O evento reunirá especialistas internacionais para discutir cenários, regulamentações e caminhos práticos para a eletrificação portuária — com foco especial na realidade e no potencial do mercado nacional.

A solução que redefine o Shore Power

No centro da discussão está o iMSPO (igus Mobile Shore Power Outlet), sistema desenvolvido pela igus que resolve um dos maiores gargalos da infraestrutura tradicional: os pontos fixos de conexão não acompanham a dinâmica real dos terminais.

"O Shore Power precisa se adaptar à operação do porto, e não o contrário", afirma Sean McCaskill, Gerente de Shore Power para as Américas da igus, com mais de 25 anos de experiência na empresa e duas décadas dedicadas a soluções para portos e movimentação de contêineres.

O iMSPO é uma unidade móvel e autopropelida que percorre toda a extensão do cais, garantindo conexão à Shore Power para qualquer embarcação, independentemente da posição de atracação. A solução elimina a dependência de berços fixos — uma limitação crítica diante do aumento do tamanho dos navios e das constantes mudanças na logística portuária.

Mais segurança, menos esforço, operação integrada

O sistema foi projetado para transformar uma operação historicamente trabalhosa em parte natural da rotina portuária:

Continua após a publicidade
Anúncio
  • Eliminação do manuseio pesado de cabos de shore power, grandes e de alta complexidade operacional;
  • Redução do tempo de conexão e desconexão para cerca de 10 a 15 minutos, aumentando a produtividade do terminal;
  • Integração total ao fluxo operacional do porto, sem criar gargalos ou interferir na eficiência das equipes;
  • Conformidade com normas internacionais, garantindo interoperabilidade e operação padronizada em diferentes países e regiões;
  • Atendimento a diferentes tipos de embarcações: porta-contêineres, cruzeiros, ro-ro e transportadores de veículos.

"A conexão shore power não deve ser um evento especial. Ela precisa fazer parte da rotina, tão simples quanto amarrar um navio", explica McCaskill. Por isso, cada projeto é analisado individualmente para garantir aderência à realidade de cada cais.

Reconhecido com o prêmio Inovador do Ano da AAPA (American Association of Port Authorities), o iMSPO já contabiliza mais de 50 sistemas em operação, em implantação ou sob contrato em todo o mundo. Instalações em portos de referência como Hamburgo e Roterdã comprovam, na prática, os ganhos operacionais e ambientais da tecnologia.

O Brasil e a janela de oportunidade

Projetos de infraestrutura portuária têm ciclos longos de planejamento e implantação. Quem começa a estudar o tema agora se coloca em posição competitiva para as próximas décadas — um período em que eficiência energética, sustentabilidade e regulação ambiental estarão cada vez mais entrelaçadas.

"Os projetos de infraestrutura portuária possuem ciclos longos de planejamento e implantação. Por isso, entender desde agora as tendências relacionadas à eletrificação pode ser um diferencial importante para os portos que desejam se preparar para os desafios das próximas décadas", afirma Rafael Goes, gerente da linha de e-chain da igus no Brasil.

—-------------

Seminário online e gratuito — 1º de julho
O evento "igus IMSPO – Mobile Shore Power Revolution" abordará:

  • Cenário atual da eletrificação portuária no mundo;
  • Tendências regulatórias e ambientais que impactam o setor marítimo;
  • Benefícios operacionais e ambientais do Shore Power;
  • Aspectos técnicos e de infraestrutura para implementação;
  • Caminhos práticos para que portos iniciem estudos e planejamento de projetos futuros.

Público-alvo: autoridades portuárias, operadores de terminais, executivos, gestores de infraestrutura, engenharia, operações e sustentabilidade.
Formato: online e gratuito.
Inscrições: Link

Sobre a igus®
A igus® GmbH desenvolve e produz plásticos para movimentação. Esses polímeros autolubrificantes e de alto desempenho melhoram a tecnologia e reduzem os custos em qualquer aplicação que envolva movimentação. A igus® é líder mundial do mercado em sistemas de fornecimento de energia, cabos altamente flexíveis, buchas autolubrificantes e buchas lineares, bem como tecnologia de fuso de avanço feito de tribo-polímeros. A empresa familiar com sede em Colônia, na Alemanha, está representada em 31 países e emprega 5.000 pessoas em todo o mundo. Em 2023, a igus® gerou um volume de negócios de 1.136 bilhões de euros. A pesquisa realizada nos maiores laboratórios de testes do setor proporciona constantemente inovações e mais segurança aos clientes. A igus® possui 243.000 peças disponíveis em estoque e a vida útil pode ser prevista online. Nos últimos anos, a empresa se expandiu, criando start-ups internas em áreas como rolamentos de esferas, redutores de robôs, impressão 3D, a plataforma RBTX para Robótica de Baixo Custo e plásticos inteligentes para a Indústria 4.0.
Entre os investimentos ambientais mais importantes estão a plataforma "chainge" de reciclagem de plásticos técnicos e a propriedade parcial de uma empresa que produz óleo a partir de resíduos plásticos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários