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Política Novos governadores

Direita lidera os governos estaduais, e sete estados decidem no segundo turno

PL é o partido com mais governadores eleitos no primeiro turno, cinco; PSD vem em seguida, com quatro, e o PT mantém três estados do Nordeste, entre eles a Bahia.

04/10/2026 22h32
Por: Redação
Direita lidera os governos estaduais, e sete estados decidem no segundo turno

Redação Sustentabilidade em Pauta · Salvador, 4 de outubro de 2026

Vinte das 27 unidades da Federação definiram seus governadores já no primeiro turno, neste domingo (4). Pelo critério de classificação adotado pelo Sustentabilidade em Pauta, dez desses governos ficam com partidos de direita, sete com legendas de centro e três com a esquerda. As outras sete disputas, no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins, serão decididas em 25 de outubro, mesma data do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O PL foi o partido que mais elegeu governadores no primeiro turno: Sergio Moro no Paraná, Zucco no Rio Grande do Sul, Jorginho Mello em Santa Catarina, Marcos Rogério em Rondônia e Arthur Henrique em Roraima. O PSD venceu em quatro estados (Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe), e Republicanos e PT, em três cada. Republicanos ficou com São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso; o PT, com Bahia, Ceará e Piauí.

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O mapa estado a estado

UF

Governador(a)

Partido

Situação

Bloco

AC

Mailza Assis × Alan Rick

PP × Rep.

2º turno (49,8% × 32,3%)

Direita

AL

JHC

PSDB

Eleito (52,0%)

Centro

AM

Omar Aziz × Maria do Carmo

PSD × PL

2º turno

Centro × Direita

AP

Dr. Furlan

PSD

Eleito (62,8%) · registro em análise no TSE

Centro

BA

Jerônimo Rodrigues

PT

Reeleito (55,2%)

Esquerda

CE

Elmano de Freitas

PT

Reeleito (52,9%)

Esquerda

DF

Celina Leão × Leandro Grass

PP × PT

2º turno

Direita × Esquerda

ES

Lorenzo Pazolini × Ricardo Ferraço

Rep. × MDB

2º turno (49,7% × 34,1%)

Direita × Centro

GO

Daniel Vilela

MDB

Eleito (58,9%)

Centro

MA

Eduardo Braide

PSD

Eleito (54,2%)

Centro

MG

Cleitinho Azevedo

Republicanos

Eleito (55,3%)

Direita

MS

Eduardo Riedel

PP

Reeleito (67,1%)

Direita

MT

Otaviano Pivetta

Republicanos

Eleito (60,8%)

Direita

PA

Dr. Daniel

Podemos

Eleito (51,7%)

Centro

PB

Lucas Ribeiro

PP

Reeleito (64,4%)

Direita

PE

Raquel Lyra

PSD

Reeleita (53,3%)

Centro

PI

Rafael Fonteles

PT

Reeleito (70,2%)

Esquerda

PR

Sergio Moro

PL

Eleito (50,1%)

Direita

RJ

Douglas Ruas × Eduardo Paes

PL × PSD

2º turno (49,3% × 42,8%) · pende decisão do TSE

Direita × Centro

RN

Allyson × Cadu de Lula

União × PT

2º turno (36,8% × 36,2%)

Direita × Esquerda

RO

Marcos Rogério

PL

Eleito (57,0%)

Direita

RR

Arthur Henrique

PL

Eleito (69,1%)

Direita

RS

Zucco

PL

Eleito (57,9%)

Direita

SC

Jorginho Mello

PL

Reeleito (68,3%)

Direita

SE

Fábio Mitidieri

PSD

Reeleito (59,3%)

Centro

SP

Tarcísio de Freitas

Republicanos

Reeleito (62,9%)

Direita

TO

Professora Dorinha × Vicentinho Júnior

União × PSDB

2º turno

Direita × Centro

Fontes: resultados da apuração divulgados pela imprensa na noite de 4/10/2026. Percentuais de votos válidos no momento da apuração consultada; sujeitos à totalização do TSE.

Sul, Centro-Oeste e Sudeste à direita; Nordeste dividido

A direita consolidou o controle do Sul, com PL nos três estados, e de boa parte do Centro-Oeste e do Norte, com vitórias em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. No Sudeste, o Republicanos reelegeu Tarcísio de Freitas em São Paulo, com ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT), e elegeu Cleitinho Azevedo em Minas Gerais.

O Nordeste segue como principal reduto do PT, que reelegeu Jerônimo Rodrigues na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí, este com cerca de 70% dos votos válidos. A região, porém, também abriu espaço ao centro: Raquel Lyra (PSD) foi reeleita em Pernambuco ao derrotar João Campos (PSB), e o PSD venceu ainda no Maranhão e em Sergipe. Em Alagoas, JHC (PSDB) derrotou o grupo do senador Renan Calheiros, representado por Renan Filho.

Os sete segundos turnos

Só no Acre o resultado já está definido no campo ideológico: a disputa é entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), ambos de direita. Nos demais, o segundo turno opõe blocos diferentes. No Amazonas, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e no Tocantins, candidatos de direita enfrentam nomes de centro; no Tocantins, a disputa é entre Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB). No Distrito Federal, Celina Leão (PP) enfrenta Leandro Grass (PT), e no Rio Grande do Norte a direita também disputa com a esquerda. No Rio Grande do Norte, a diferença no primeiro turno foi de menos de um ponto percentual entre Allyson (União) e Cadu de Lula (PT).

Se a direita vencer todos os segundos turnos, chegará a 17 governos; no cenário oposto, ficará com 11. O centro pode chegar a 11, e a esquerda, no máximo, a cinco.

Decisões pendentes no TSE

Dois resultados ainda dependem da Justiça Eleitoral. No Amapá, Dr. Furlan (PSD) venceu com mais de 60% dos votos válidos, mas a validade de sua candidatura ainda será decidida pelo TSE. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) terminou com 49,27% contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD). Se o registro de Garotinho (Republicanos), que obteve pouco mais de 3%, for indeferido, esses votos passam a ser considerados nulos, e Ruas poderá ser declarado eleito no primeiro turno.

A regra aplicada é a do art. 28 da Constituição, que remete ao art. 77: é eleito no primeiro turno o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos válidos, sem contar brancos e nulos. Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027, data fixada pela Emenda Constitucional 111/2021, que entra em vigor justamente com os mandatos escolhidos nesta eleição.

Ponto e contraponto

Ponto. Com os governos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a direita controla estados que concentram parte decisiva do eleitorado e do PIB do país. Esses governadores tendem a ter papel ativo no segundo turno presidencial e, a partir de 2027, na articulação com bancadas no Congresso.

Contraponto. A legenda do governador não define sozinha seu alinhamento nacional. Governadores de PSD, MDB e PP costumam manter relação pragmática com o Planalto, qualquer que seja o presidente, pela dependência de transferências federais e de obras com recursos da União. A divisão entre direita, centro e esquerda nos estados, portanto, não se converte automaticamente em apoio ou oposição ao próximo governo federal.

Na Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito com 55,19% dos votos válidos, contra 44,32% de ACM Neto (União Brasil). Somado à eleição de Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado e à maior bancada estadual na Câmara, o resultado confirma a força do grupo governista no estado, que comanda o Palácio de Ondina desde 2007.

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