As universidades federais têm hoje menos recursos para funcionar do que tinham nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) antes da Covid-19. A Folha de S.Paulo mostra isso em levantamento sobre o orçamento discricionário das instituições.
O discricionário é a verba que paga contas de água, luz e internet, contratos de limpeza e vigilância, manutenção predial e compra de materiais. Em valores corrigidos pela inflação, a série é esta: R$ 6,7 bilhões em 2016, R$ 5,5 bilhões em 2019, R$ 4,7 bilhões em 2020, R$ 3,5 bilhões em 2021 e R$ 4 bilhões em 2022. Sob Lula, o valor subiu para R$ 5,2 bilhões em 2023 e voltou a cair para R$ 5 bilhões em 2024. ⚑ a série é do levantamento de 2025; incluir 2025 e 2026 se a nova matéria trouxer os dados
O governo diz que repõe as perdas todos os anos. O próprio MEC informa que acrescentou R$ 1,7 bilhão em 2023, R$ 734,2 milhões em 2024 e R$ 400 milhões em 2025. Em 2026, o Congresso cortou R$ 488 milhões da manutenção de universidades e institutos durante a votação da LOA. O governo então editou a Portaria GM/MPO nº 12/2026, que recompôs R$ 977 milhões. Desse total, R$ 332 milhões foram para o custeio das universidades federais.
O alívio durou pouco. Em maio, o MEC teve R$ 1,61 bilhão do seu discricionário bloqueado, e as instituições passaram a ter dificuldade para iniciar obras ou manter contratos de custeio. ⚑ verificar se houve desbloqueio posterior Para 2027, o MEC pede R$ 18 bilhões a mais e diz que bolsas da Capes e obras estão em risco.
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