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Meio Ambiente Mais sustentável?

Fogo e desmatamento: Lula 1 registrou números absolutos maiores que Bolsonaro, mas as tendências foram opostas

Dados do INPE mostram que o primeiro mandato petista (2003–2006) teve quase o dobro de área desmatada na Amazônia

08/10/2026 04h00
Por: Redação
Pará lidera ranking e focos superam “Dia do Fogo”. Foto: Nilmar Lage / Greenpeace
Pará lidera ranking e focos superam “Dia do Fogo”. Foto: Nilmar Lage / Greenpeace

Dados do INPE mostram que o primeiro mandato petista (2003–2006) teve quase o dobro de área desmatada na Amazônia.

Os números oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) colocam em perspectiva um dos temas mais disputados do debate eleitoral. Em valores absolutos, o primeiro governo Lula registrou mais desmatamento e mais focos de queimadas do que o governo Jair Bolsonaro. Na direção dos indicadores, porém, a comparação se inverte.

 

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Segundo o PRODES, sistema oficial do INPE, a Amazônia Legal perdeu cerca de 86,5 mil km² de floresta entre 2003 e 2006, média de 21,6 mil km² por ano. O pico foi em 2004, com 27.772 km², o segundo maior valor da série iniciada em 1988.

No governo Bolsonaro, o desmatamento somou cerca de 45,6 mil km², média de 11,4 mil km² por ano. O maior valor foi o de 2021: 13.038 km², o mais alto desde 2006.

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O padrão se repete nos focos de calor. O Brasil registrou 341 mil focos em 2003, 380 mil em 2004, 362 mil em 2005 e 249 mil em 2006, segundo o Programa Queimadas do INPE. Ao todo, foram cerca de 1,33 milhão de focos no mandato.

No período Bolsonaro, foram aproximadamente 197 mil focos em 2019, 222 mil em 2020, 184 mil em 2021 e 201 mil em 2022, cerca de 805 mil no total. O número de Lula 1 é, portanto, cerca de 65% maior.

Na Amazônia, a diferença é ainda mais ampla. O bioma teve 174,4 mil focos em 2003, 218,6 mil em 2004 (recorde histórico), 213,7 mil em 2005 e 144,4 mil em 2006. Sob Bolsonaro, foram 89,2 mil em 2019, 103,2 mil em 2020, 75,1 mil em 2021 e cerca de 115 mil em 2022.

 

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Apoiadores de Bolsonaro destacam que os piores níveis absolutos da série ocorreram sob Lula e a ministra Marina Silva. Críticos lembram que o governo petista herdou uma taxa em alta e implantou o PPCDAm e o sistema Deter, que reverteram a curva. Ao governo Bolsonaro, atribuem o aumento ao enfraquecimento da fiscalização do Ibama e do ICMBio.

Especialistas também ressaltam que focos de calor dependem de fatores climáticos, como secas e El Niño, e de preços de commodities. Por isso, não refletem apenas a política ambiental de cada governo.

Fonte: INPE (PRODES e Programa Queimadas).

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