A empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fez duras acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista exclusiva à CNN Brasil, exibida neste sábado
Investigada pela Polícia Federal em apurações que envolvem suspeitas de corrupção e tráfico de influência, Roberta afirmou que pretende negociar uma delação premiada e declarou que não poupará ninguém, nem mesmo o presidente da República ou seu filho.
“Eu não vou poupar ninguém, porque o que está em questão é a verdade, doa a quem doer”, afirmou.
“Lula é um grande mentiroso”
Roberta acusou o presidente de mentir ao negar que Lulinha tenha mantido contatos com ministros do governo federal. Segundo ela, o filho do presidente esteve diversas vezes com integrantes do primeiro escalão e participou de conversas sobre políticas públicas.
“É público, é notório que o Lulinha, inúmeras vezes, esteve com ministros”, declarou à CNN.
A empresária também classificou a postura de Lula como “canalha”, “covarde” e de “mau-caráter”, em reação às declarações anteriores do presidente, que a chamou de “pilantra” e a comparou ao empresário Daniel Vorcaro.
Acusações de perseguição e ameaças
Na entrevista, Roberta afirmou que passou a sofrer ameaças após as declarações públicas de Lula e alegou que suas duas filhas também foram alvo de intimidações. Ela acusou o presidente de usar sua posição para atacá-la antes da conclusão das investigações.
A lobista sustenta que pretende colaborar com a Justiça e que não aceitará assumir sozinha a responsabilidade pelos fatos investigados. A eventual delação, contudo, ainda não representa prova de irregularidades por parte das pessoas que possam ser citadas.
Pressão sobre Lula e Lulinha
O caso aumenta a pressão política sobre o presidente e seu filho, diante das investigações relacionadas a suspeitas de fraudes no INSS e de possível tráfico de influência. Roberta e Lulinha são mencionados nas apurações, mas suspeitas investigativas não equivalem a culpa comprovada.
As declarações também abrem uma frente de questionamento sobre o discurso de Lula em defesa das mulheres. Roberta afirmou que não recebeu apoio de mulheres ligadas ao presidente e criticou a forma como foi publicamente atacada.
O governo e os demais envolvidos devem ter suas manifestações consideradas na apuração dos fatos. A principal incógnita agora é se Roberta formalizará uma colaboração premiada e quais elementos poderá apresentar às autoridades.
Fontes: CNN Brasil — entrevista de 17 de outubro de 2026; Folha de S.Paulo; UOL.
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