O Super El Niño de 2026 já está impactando a rotina dos brasileiros com períodos de calor mais intenso, mudanças na umidade e variações ambientais extremas. Essas condições podem significar, além de impactos ambientais e econômicos, uma maior exposição ao suor, à incidência dos raios solares e ao ressecamento, fatores que alteram a saúde da pele e agravam quadros dermatológicos já existentes.
Os efeitos desse evento climático são adversos e com muita variação a depender das diferentes regiões do país. Enquanto algumas áreas devem registrar temperaturas mais elevadas e períodos mais secos, outras podem apresentar mudanças no volume e na distribuição das chuvas. Ambas as condições interferem na relação da pele com o ambiente e contribuem, mesmo que indiretamente, para problemas como ressecamento, irritações, coceira e desconforto.
O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, promete ser o mais intenso desde 1950, quando começaram as medições, de acordo com a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), exigindo cuidados redobrados, especialmente entre pessoas com condições preexistentes, como dermatites, psoríases ou de pele mais sensível, como crianças e bebês.
“Quando a temperatura e a umidade mudam, a pele pode ser o primeiro órgão a sentir o impacto, portanto precisa de atenção e cuidado redobrado. O calor excessivo pode aumentar a transpiração e favorecer irritações, enquanto ambientes mais secos podem contribuir para o ressecamento da pele. Por isso, é importante observar como a pele de cada criança reage e ajustar os cuidados dermatológicos para essas mudanças”, explica Marjorie Uber Iurk, dermatologista pediátrica.
Para atravessar períodos de calor e alterações climáticas sem enfrentar consequências de problemas dermatológicos, alguns cuidados podem fazer parte da rotina:
A atenção deve ser ainda maior quando já existem sinais persistentes de irritação, coceira, vermelhidão ou descamação. Nesses casos, a avaliação de um dermatologista é importante para identificar a causa e indicar o cuidado mais adequado.
Impacto ambiental já é parâmetro para escolhas mais conscientes no autocuidado
Embora seja um fenômeno natural e recorrente, o El Niño ocorre hoje em um contexto de mudanças climáticas que intensificam os desafios ambientais. Nesse cenário, cuidar da pele também passa por escolhas mais conscientes, que considerem não apenas os benefícios dos produtos para a saúde, mas também seus impactos no meio ambiente.
Segundo a pesquisa Mapa do Consumo Sustentável 2026, realizada pela Ilumeo em parceria com a Ecomunica, a atenção à sustentabilidade cresce à medida que o produto se aproxima do corpo e da saúde. Na categoria de cosméticos e autocuidado, 69,7% dos consumidores afirmam que o compromisso ambiental da marca pesa na decisão de compra, e diminui quando estão distantes do corpo, como artigos esportivos (59,2%) e bancos e serviços financeiros (56,6%).
Nesse contexto, aspectos como ingredientes, origem, embalagens e processos de produção podem complementar a preocupação com a eficácia e a segurança dos produtos utilizados no dia a dia.
Para acompanhar essas mudanças na rotina de cuidados, a Mustela aposta em fórmulas que priorizam ingredientes naturais ou de origem natural, como óleos vegetais de abacate, girassol, jojoba e romã. A marca também reaproveita partes do abacate que seriam descartadas para produzir ativos cosméticos, como a Perseose® de Abacate, presente em grande parte de seus produtos infantis. Esse olhar também se estende às embalagens, com iniciativas de ecodesign que buscam reduzir o uso de materiais e o impacto ambiental dos produtos, sem deixar de lado as necessidades de cuidado da pele.
“Em períodos de mudanças ambientais, o cuidado não deve começar apenas quando a pele apresenta algum sinal de desconforto. Observar as necessidades individuais, manter uma rotina consistente e fazer escolhas mais conscientes são formas de proteger a pele hoje e, ao mesmo tempo, pensar no impacto que esses hábitos podem ter no futuro”, afirma Marilla Mesquita, diretora de marketing, vendas e ESG na Mustela Brasil.
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