Salvador, 25 de outubro de 2026 — A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, e PV, solicitou neste domingo (25) à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), por crime eleitoral. O pedido foi anunciado pelo presidente do PT na Bahia, Eden Valadares, em publicação nas redes sociais.
Segundo a federação, boa parte da frota de ônibus da capital baiana permaneceu retida em garagens durante o segundo turno, enquanto estações e pontos de ônibus registravam superlotação e longas esperas de eleitores. "Solicitamos à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal o pedido de prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, por crime eleitoral", escreveu Valadares.
Decisão do TRE-BA
Horas antes, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Szporer, já havia determinado a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, sob acusação de orientar a redução da frota no dia da votação. A decisão fixou prazo de uma hora para a comprovação da circulação integral dos ônibus, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. "Cumpra-se com a urgência máxima que o plantão do dia de votação exige", determinou o magistrado.
Defesa da prefeitura
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Bruno Reis afirmou que 75 ônibus ficaram temporariamente retidos em uma garagem durante a manhã, mas negou qualquer ação deliberada para impedir o deslocamento dos eleitores. Segundo o prefeito, sindicalistas teriam colado adesivos do PT nas janelas dos veículos, o que teria provocado o impasse. Após a retirada dos adesivos, os ônibus passaram a circular normalmente, disse.
Em nota, a Semob informou ter determinado a liberação de todos os ônibus das garagens, "ainda que estivessem com adesivação considerada como propaganda irregular", e afirmou que a operação já estaria sendo normalizada.
Repercussão
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou que colocaria policiais militares habilitados à disposição para dirigir ônibus, se necessário. "Não vou aceitar o que estão fazendo com a população baiana, tentando impedir que as pessoas exerçam seu direito ao voto", afirmou.
A legislação eleitoral determina gratuidade do transporte coletivo no dia da eleição e manutenção de oferta compatível com a operação habitual. A redução injustificada do serviço, se comprovada, pode ser enquadrada como conduta de dificultação do exercício do voto.
Democracia? Nota à nação de Flávio Bolsonaro
Crise política Flávio Bolsonaro deixa o Brasil, chega a Miami e se declara “presidente eleito”: crise política ganha dimensão internacional
Fuga ou refúgio? Secretário de Estado dos Estados Unidos arquitetou fuga do Senador Flávio Bolsonaro, diz aliado de Trump
Fugitivo ou Exilado? Alexandre de Moraes dispara alerta internacional contra Flávio Bolsonaro
Fuga ou Asilo? Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil rumo aos EUA após derrota no 2º turno, diz site argentino
Virada inusitada Cerca de 73,6% dos votos “novos” foram para Lula