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Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas

Negros, indígenas e gay estão entre conquistas pioneiras

04/11/2026 18h04
Por: Redação Fonte: Agência Brasil

As eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, as chamadas midterms , apresentaram vitórias históricas de minorias sub-representadas no país mais rico do mundo. Negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e gay estão entre os candidatos que conquistaram feitos pioneiros em cargos estaduais ou federais.

A Agência Brasil destaca alguns dos nomes que obtiveram nas urnas marcas que representam salto de representatividade na democracia americana.

Gay assumido

O democrata Chris Pappas é o primeiro candidato assumidamente gay a conquistar uma vaga no Senado dos Estados Unidos. Ele foi eleito pela população do estado de New Hampshire.

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Pappas, de 46 anos, ocupa atualmente cadeira na Câmara dos Representantes, que equivale à Câmara dos Deputados no Brasil. O mandato dos senadores eleitos nas midterms começará em janeiro de 2027. Desde 2023, Pappas é casado com o advogado Vann Bentley.

Apesar de ser o primeiro candidato assumidamente gay a ser eleito, ele não será o primeiro representante abertamente LGBTQIA+ no Senado. Tammy Baldwin, democrata de Wisconsin, é assumidamente lésbica e foi eleita em 2012. Ela segue no cargo.

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Muçulmanos

O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, conquistou nas urnas uma cadeira no Senado dos Estados Unidos, pelo estado do Michigan. Dessa forma, o epidemiologista filho de imigrantes egípcios se torna o primeiro muçulmano eleito para a Câmara Alta do Congresso americano.

A ativista pelos direitos dos imigrantes Aber Kawas, de 34 anos, conquistou votos suficientes para um assento no Senado Estadual (Legislativo estadual) de Nova York. Filha de refugiados palestinos, ela é a primeira palestino-americana no Legislativo estadual do estado.

De acordo com agências de notícias internacionais, a muçulmana Aber Kawas é também a primeira mulher de hijab (vestimenta islâmica que cobre cabelos e pescoço) eleita para a Casa Legislativa.

Indígenas

As midterms expuseram conquistas históricas de representantes indígenas. A democrata Deb Haaland, de 65 anos, foi eleita a primeira mulher indígena governadora nos EUA. A partir de janeiro de 2027, ela comandará o Novo México por quatro anos.

Deb Haaland, da comunidade Laguna Pueblo, foi secretária do Departamento do Interior dos Estados Unidos no governo do então presidente Joe Biden, de 2021 a 2025.

Nos EUA, os departamentos equivalem aos ministérios no Brasil. O Departamento do Interior é responsável, entre outras atribuições, pela gestão de terras e recursos naturais federais e por assuntos relacionados aos povos indígenas.

Mais um pioneirismo pertence à democrata Peggy Flanagan, de 47 anos. Ela é a primeira mulher indígena eleita para o Senado dos Estados Unidos. Ela representa o estado de Minnesota e faz parte do povo Ojibwe.

A democrata Claire Valdez também fez história ao ser a primeira mulher indígena eleita pela população de Nova York para representar o estado na Câmara dos Representantes. Com 37 anos, ela representa o povo Ysleta del Sur Pueblo.

Pouco mais de 2% da população americana se considera indígena, de acordo com o Departamento do Censo dos Estados Unidos (U.S. Census Bureau) , isso levando em conta quem se declara “alone”, isto é, de uma única raça.

Negros

Políticos negros também experimentaram protagonismos históricos nas midterms. De acordo com o Censo, 13,5% da população se declara negra.

A democrata Keisha Lance Bottoms, foi eleita governadora da Geórgia e se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano.

Byron Donalds, do partido Republicano, foi eleito governador da Flórida e será o primeiro homem negro a ocupar o cargo no estado.

Donalds é também o primeiro negro eleito governador em toda história dos republicanos. O partido já teve um governador negro, Pinckney Pinchback (Louisiana), na década de 1870. Mas ele foi um vice-governador que assumiu após o impeachment do governador Henry C. Warmoth.

Louisiana é onde, de 1841 a 1853, se passou a história real que deu origem à autobiografia Doze anos de Escravidão, escrita por Solomon Northup. O drama, que foi adaptado para filme (2013), conta a história de um homem negro que foi sequestrado no norte do país e escravizado no sul.

À época, parte dos Estados Unidos já havia abolido a escravidão , mas o sul atrasado mantinha a prática de trabalho forçado.

O democrata David Crowley, de Wisconsin, será o primeiro governador negro do estado, que tem 178 anos de história.

Em Illinois, a vice-governadora democrata, Juliana Stratton, venceu a eleição para o Senado dos Estados Unidos. Ela será a sexta mulher negra a chegar à Casa. A eleição dela fará com que o estado seja o primeiro a ter duas mulheres de minorias raciais representando-o simultaneamente no Senado. Ela se juntará à democrata Tammy Duckworth, asiático-americana.

Mulheres

As urnas americanas fizeram com que mulheres americanas escrevessem os nomes na história como pioneiras na lista de eleitas para o comando de governos estaduais.

A democrata Amy Acton, de 60 anos, estará à frente do estado de Ohio. A também democrata Amy Klobuchar, de 66 anos, comandará Minnesota. A republicana Marsha Blackburn, de 74 anos, será a governadora eleita do Tennessee.

Latinos

No Texas, a democrata Gina Hinojosa rompeu um ciclo em que, desde 1995, apenas republicanos se elegiam para o governo do estado. Além disso, aos 52 anos e de família com raízes mexicanas, ela se tornará a primeira mulher de origem latina a comandar o executivo estadual.

O democrata Xavier Becerra, de 68 anos, é o primeiro latino eleito diretamente governador da Califórnia. O único latino governador do estado antes dele foi Romualdo Pacheco, que ficou no cargo até 1875. No entanto, Pacheco era vice-governador e chegou ao posto sucedendo ao titular.

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