Quinta, 05 de Novembro de 2026 19:01
(71) 98382-1916
26°

Parcialmente nublado

Salvador, BA

Dólar com.

R$ 5,5

Euro

R$ 6,17

Transição Energética Terras raras

Parceria EUA e Brasil?

Minerais críticos e terras raras colocam Brasil no centro da transição energética global

18/05/2026 23h01
Por: Redação
Parceria EUA e Brasil?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, o aceleramento do mapeamento e da exploração responsável de terras raras e minerais críticos no Brasil. Segundo o chefe do Executivo, o país está aberto a parcerias internacionais com Estados Unidos, China, Alemanha, França, Japão e outros, desde que a soberania nacional sobre os recursos seja preservada e a industrialização ocorra dentro do território brasileiro.

O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Esses 17 elementos químicos são essenciais para a fabricação de tecnologias verdes, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, smartphones e equipamentos de defesa. Sua exploração estratégica pode posicionar o país como fornecedor chave na transição para uma economia de baixo carbono.

“Estamos na era das terras raras, dos minerais críticos […] A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência […] para que a gente faça com que o Trump deixe de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui”, afirmou Lula durante a cerimônia de entrega de novas linhas do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas.

Continua após a publicidade
Anúncio

O presidente reforçou que não há veto ou preferência por nenhum parceiro: “Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas e a gente quer explorar aqui dentro”.

Oportunidade para desenvolvimento sustentável

Especialistas em economia verde veem nos minerais críticos uma oportunidade única de alinhar crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. Diferentemente do modelo tradicional de exportação de commodities brutas, o governo defende que a exploração inclua processamento e agregação de valor local, gerando empregos qualificados, tecnologia nacional e maior retenção de riqueza.

A China atualmente domina cerca de 90% do processamento global de terras raras. Diversificar as cadeias de suprimento com padrões ambientais e sociais mais elevados pode reduzir riscos geopolíticos e incentivar práticas de mineração mais sustentáveis, como o uso de tecnologias de baixo impacto, reaproveitamento de água e recuperação de áreas degradadas.

A declaração de Lula ocorre em meio à disputa comercial e tecnológica entre Estados Unidos e China, destacando o potencial do Brasil como parceiro estratégico em uma agenda de segurança de suprimentos para a economia verde mundial.

Com o apoio de infraestrutura científica de ponta, como o Sirius, o país busca mapear rapidamente suas reservas — atualmente conhecidas em apenas cerca de 30% do território — e avançar para uma exploração que combine competitividade global com responsabilidade socioambiental.

Quando a soberania e a sustentabilidade caminham juntas, o Brasil não apenas extrai recursos: constrói o futuro da economia circular e da transição energética planetária.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários