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ESG Inclusão

Como as empresas podem poupar os colaboradores com deficiência da ‘fadiga de acesso’

Pesquisa ‘Radar da Inclusão’ indica que barreiras que geram “fadiga de acesso” impactam saúde mental, desempenho e permanência das pessoas com deficiência no trabalho. A Talento Incluir traz dicas para empresas mudarem esse cenário

19/05/2026 15h01
Por: Redação
Clique Para Download Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir Foto: Arthur Calasans
Clique Para Download Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir Foto: Arthur Calasans

Com A falta de acessibilidade é um dos principais obstáculos para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Dados da pesquisa “Radar da Inclusão 2025”, realizada pela Talento Incluir - consultoria pioneira com a missão de trazer dignidade para pessoas com deficiência por meio da empregabilidade – e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil, revelam que 56% dos profissionais com deficiência ou neurodivergentes empregados já enfrentaram situações de falta de acessibilidade que prejudicaram seu desempenho e bem-estar. Além disso, 34% deixaram de buscar emprego ou formação ao antecipar dificuldades de acesso e mobilidade.

Segundo Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir esse conjunto de experiências chama de ‘fadiga de acesso’: o esgotamento físico, cognitivo e emocional causado não pela deficiência em si, mas pela necessidade constante de lidar com ambientes, sistemas, atitudes e processos que não foram planejados para serem acessíveis.
 

Ainda segundo a pesquisa, 26% afirmam que perderam compromissos profissionais por barreiras no trajeto, e 41% já desistiram de ir a algum lugar por dificuldades de locomoção. A pesquisa também aponta que 77% das pessoas com deficiência acreditam que as empresas brasileiras ainda não estão preparadas para recebê-las.

De acordo com o estudo, 36% das pessoas entrevistadas relataram atrasos causados por problemas de acessibilidade no deslocamento, e 37% afirmaram ter se sentido tristes ou deprimidas após enfrentar essas dificuldades no dia a dia. Um quarto das pessoas com deficiência empregadas afirma ter dificuldade de circular internamente na empresa e metade encontra barreiras para participar de confraternizações ou momentos de integração.

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“Explicar todos os dias as nossas necessidades, negociar adaptações, contornar falhas em sistemas e lidar com atitudes excludentes é fadiga de acesso. Ela gera um desgaste contínuo que impacta diretamente a nossa saúde mental, as relações sociais e as trajetórias profissionais. Como consequência, as pessoas com deficiência acabam se isolando e desistindo de oportunidades”, destaca Carolina Ignarra.


O que as empresas podem fazer para não provocar a fadiga de acesso


Segundo Ignarra, a responsabilidade pela acessibilidade não pode recair sobre a pessoa com deficiência. Para evitar a ‘fadiga de acesso’ e criar ambientes realmente inclusivos, ela indica ações que as empresas precisam realizar, de forma intencional e estruturada como:

  • Planejar acessibilidade desde o início: garantir que espaços físicos, plataformas digitais, sistemas internos e eventos sejam acessíveis a diferentes perfis, evitando soluções improvisadas ou tardias.
     
  • Eliminar barreiras atitudinais: promover formação contínua para lideranças e equipes, combatendo o capacitismo e normalizando adaptações como parte da rotina organizacional.
     
  • Assegurar comunicação acessível: adotar práticas que garantam acesso à informação em diferentes formatos, comunicação compreensível, recursos visuais acessíveis, audiovisuais legendados e tecnologias assistivas.
     
  • Revisar políticas e processos internos: identificar e eliminar barreiras programáticas, como normas, fluxos e exigências que excluem ou dificultam a permanência de pessoas com deficiência.
     
  • Compartilhar a responsabilidade pela inclusão: não esperar que o colaborador com deficiência seja o único a apontar problemas ou sugerir soluções; acessibilidade é um dever coletivo e institucional.

“Investir em acessibilidade para evitar a fadiga de acesso das pessoas com deficiência, significa reduzir o desgaste que impede talentos de se desenvolverem plenamente. A acessibilidade é a liberdade de existirmos como somos. É um direito e não um privilégio”, conclui Carolina Ignarra.



 

Sobre a Talento Incluir

A Talento Incluir é uma consultoria pioneira em inclusão produtiva de pessoas com deficiência, com atuação em consultoria, letramento, empregabilidade e capacitação. Fundada em 2008, já apoiou a inserção de mais de 10 mil profissionais com deficiência e aplicou Programas de Inclusão 360º em mais de 700 empresas no Brasil, incluindo Mercado Livre, Renner, Mondelez, Siemens Energy, Siemens Healthineers, Organizações Globo, Sephora, L’Oréal, AstraZeneca, GRU Airport e Eurofarma.

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