| A Bahia Oil & Gas Energy 2026, na última semana, trouxe soluções integradas para transporte, tratamento e valorização ambiental de resíduos industriais gerados pelos segmentos de petróleo, gás, petroquímica, indústria naval, mineração e saúde presentes no Norte e Nordeste. Continua após a publicidade Um dos destaques do primeiro dia da feira foi justamente o avanço das soluções ambientais voltadas ao tratamento, transformação e destinação adequada dos resíduos produzidos pela cadeia de óleo e gás, tema que ganhou protagonismo diante do crescimento da atividade energética na Bahia, um dos principais polos da indústria no País. A expansão do setor de petróleo, gás, petroquímica e indústria pesada no Norte e Nordeste amplia também a demanda por estruturas ambientais capazes de transportar, tratar e transformar resíduos industriais de alta complexidade. O tema está presente na Bahia Oil & Gas Energy 2026, realizada no Centro de Convenções de Salvador. Segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a produção nacional de petróleo deve crescer cerca de 40% até 2034, impulsionada pela expansão do pré-sal e das operações offshore. O avanço da atividade amplia o volume de resíduos industriais gerados pelo segmento de óleo e gás e exige estruturas capazes de atender às exigências de segurança operacional, rastreabilidade e eficiência ambiental. “A gestão ambiental deixou de ser apenas uma exigência acessória e passou a integrar a lógica operacional da própria indústria”, afirma Paulo Marcelo Santana, co-CEO do Grupo Marquise. Área de tratamento e transformação Instalado em uma área de 79 hectares, o complexo conta com aterro de resíduos perigosos e não perigosos, planta de blendagem, estação de tratamento de efluentes, autoclave para resíduos de serviços de saúde e estrutura para limpeza industrial. A operação permite que resíduos de diferentes características sejam tratados, reaproveitados ou transformados conforme sua classificação e exigências legais. “Quando falamos de óleo, gás, petroquímica e indústria naval, estamos tratando de operações que exigem controle técnico em todas as etapas da gestão de resíduos”, afirma Felipe Villa, superintendente do CTR Bahia. Essa necessidade tem ampliado a demanda por estruturas integradas capazes de atender diferentes fluxos industriais em um mesmo complexo, explica Paulo Studart, diretor de Operações da Marquise Ambiental. “Toda operação industrial gera resíduos, e a transformação adequada desses materiais passou a fazer parte da própria segurança operacional, da eficiência e da responsabilidade ambiental da atividade industrial”, afirma. |