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ESG Agroquímica

Indústria amplia uso de plástico reciclado e acelera metas ESG

Setor agroquímico do país vem dando exemplo de como realizar a transição para a economia circular de forma efetiva

01/06/2026 22h35
Por: Redação
 Linha de produção da Campo Limpo Plásticos, que já produziu mais de 100 milhões de embalagens recicladas para defensivos agrícolas - Divulgação
Linha de produção da Campo Limpo Plásticos, que já produziu mais de 100 milhões de embalagens recicladas para defensivos agrícolas - Divulgação

Segundo levantamento recente divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) a produção de plástico reciclado no Brasil atingiu a marca de 1,012 milhão de toneladas em 2024, um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior. Embora o crescimento seja importante, nem todos os segmentos produtivos têm aderido de forma maciça à iniciativa.


Dados do “Índice de Reciclagem de Plásticos Pós-Consumo no Brasil” apontam que no país, 21% dos plásticos pós-consumo são reciclados. Enquanto muitos setores da indústria ainda engatinham na transição para a economia circular – modelo de produção que visa eliminar desperdícios e poluição, mantendo materiais em uso pelo maior tempo possível – o agronegócio brasileiro ostenta um case de sucesso global, protagonizado pela empresa Campo Limpo Plásticos, situada no interior paulista.


Única no Brasil a fabricar embalagens e tampas para defensivos agrícolas utilizando resina reciclada pós-consumo, a indústria vem provando que é possível aliar viabilidade econômica e sustentabilidade em larga escala. “Temos muito orgulho em dizer que a Campo Limpo é um exemplo não só para o Brasil, mas para o mundo. Nossa embalagem reciclada é uma inovação global, que chama a atenção por conta da qualidade e do caráter sustentável”, afirma o presidente da Campo Limpo Plásticos, Marcelo Okamura.

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Segundo Okamura, o mercado brasileiro de reciclagem, especialmente dentro do segmento agro, está em expansão, impulsionado pela urgência em atender compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG). “Empresas e a sociedade como um todo têm cada vez mais ciência da importância de adotar práticas que beneficiam o meio ambiente e de consumir produtos sustentáveis. Isso explica o porquê do crescimento dos números”.


Em 2024, a utilização de plástico reciclado na agroindústria cresceu mais de 35% em relação a 2023, impulsionado por aplicações de embalagens de agroquímicos, lonas e mangueiras. Esses números fazem parte do estudo anual encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.


Números que transformam a indústria e o campo 


Em um momento em que investidores e a sociedade cobram transparência e resultados concretos nas metas ESG, operações robustas como a da Campo Limpo posicionam o Brasil na vanguarda da responsabilidade ambiental. “O avanço do uso do plástico reciclado no Brasil mostra que a indústria entendeu que a sustentabilidade não é mais uma opção, mas sim a regra do jogo. Fomos pioneiros em transformar o que antes era um passivo ambiental em uma solução inovadora e queremos continuar dando esse exemplo positivo”, avalia Okamura.


Ao longo de sua trajetória de quase duas décadas, a Campo Limpo já ultrapassou o marco de 100 milhões de embalagens produzidas a partir de resina reciclada pós-consumo.

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