| No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o escritor Gustavo Gumiero questiona o uso da expressão “mudança climática” para definir a crise ambiental enfrentada pelo planeta. Segundo ele, o termo é impreciso e não evidencia os responsáveis nem os processos históricos que levaram ao agravamento da degradação ambiental.
O escritor argumenta que o conceito também ignora as diferenças entre países e grupos sociais em relação à emissão de poluentes e ao consumo de recursos naturais.
“Buscar apenas não superar essa temperatura é desconsiderar toda a poluição, a destruição da fauna e da flora e a questão dos direitos humanos. Perseguir apenas a meta de temperatura é permitir a aniquilação de biomas e de comunidades”, afirma.
“Passamos a viver no Capitaloceno, período em que a humanidade, através do seu modo de produção capitalista, se transformou em um poderoso e perigoso processo geológico”, afirma.
“Construímos nossa recente existência baseada na nossa extinção. Objetos, objetivos, coisas, números, dinheiro. Tudo tem seu preço, mas de tudo foi extraído o valor”, conclui.
Gustavo Gumiero é escritor, doutor em Sociologia pela Unicamp, criador do influenciador climático Super Proteus e fundador da Associação Luto pela Terra.
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