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Transição Energética Renováveis

ONS aciona plano pela primeira vez para reduzir sobra de energia e evitar instabilidade no sistema

Necessidade de implementar a ação foi identificada no ano passado após a percepção de risco de colapso no sistema elétrico provocado pelo excesso de geração de energia renovável.

08/06/2026 08h09
Por: Redação
ONS aciona plano pela primeira vez para reduzir sobra de energia e evitar instabilidade no sistema
 

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que realizou, entre 10h e 14h deste domingo, uma ação para diminuir o desequilíbrio entre oferta e demanda e evitar o risco de instabilidade por conta da sobra de energia na rede.

O chamado plano gestão de excedente atuou para reduzir 1.000MW.

A medida, classificada como um "sucesso", foi tomada em um momento de alta atividade da micro e da mini geração distribuída (como painéis solares), e de baixa demanda por energia pela indústria e pelo comércio em função do feriado prolongado.

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Em uma operação combinada, as distribuidoras reduziram a geração sob sua área de concessão e o ONS implementou medidas complementares para diminuir a quantidade de energia no sistema.

"ONS manteve os agentes atualizados e coordenou as ações no SIN, realizando a gestão dos recursos disponíveis de acordo com a demanda da sociedade, em comunicação direta com os agentes do setor", informou o operador em nota.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que as distribuidoras executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo ONS.

A Abradee disse que ainda fará uma avalição técnica da ação e informará os principais impactos e resultados do acionamento do plano emergencial.

 

Plano de Excedente de energia

 

O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico provocado pelo excesso de geração de energia renovável, sobretudo em períodos de baixa demanda, como feriados e fins de semana.

A medida estabelece protocolos para controlar parte dessa oferta e garantir a segurança da operação do sistema.

O plano tem como foco as usinas classificadas como Tipo III, categoria que inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas a biomassa. Embora não integrem a rede contolada pelo ONS, essas unidades também influenciam o equilíbrio do sistema elétrico.

 

Alerta de desequilíbrio

 

Em 2025, dois episódios acenderam o alerta no setor ao evidenciar o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda. Em comum, ambos ocorreram em domingos, quando o consumo de energia costuma ser menor devido à redução das atividades industriais e comerciais.

Um dos casos aconteceu em 10 de agosto. Naquele dia, a geração solar respondeu por 37,6% da demanda nacional. Diante do cenário, o ONS precisou reduzir significativamente a geração de usinas hidrelétricas e termelétricas, além de determinar cortes na produção de grandes parques eólicos e solares.

 

Regras Aneel para os cortes

 

Pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 12 distribuidoras estão atualmente habilitadas a executar os cortes previstos no plano. Juntas, elas concentram cerca de 80% da capacidade instalada das usinas Tipo III no país. A expectativa é que outras distribuidoras sejam incorporadas em uma segunda etapa da implementação.

A regulamentação também determina que o ONS encaminhe à Aneel, em até 30 dias após cada acionamento do plano, um relatório técnico detalhando as condições que motivaram a medida e os resultados alcançados.

 

 

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