O desafio é que boa parte dessas perdas não aparece de forma imediata nos indicadores financeiros. Em operações que ainda dependem de controles manuais ou processos pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo dos meses, dificultando a identificação das causas e a implementação de medidas corretivas. Nesse contexto, cresce a adoção de tecnologias voltadas à gestão do abastecimento e ao monitoramento do consumo de combustível. A digitalização dos processos permite registrar e validar informações diretamente no momento do abastecimento, ampliando a confiabilidade dos dados e reduzindo a dependência de conferências realizadas posteriormente. Para Margarido, o combustível deve ser tratado não apenas como uma despesa operacional, mas como um indicador estratégico de eficiência da frota. “O preço do diesel é uma variável que foge ao controle das empresas. Já a gestão do abastecimento é um processo que pode ser monitorado, analisado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados da operação, maior a capacidade de identificar desperdícios e promover ganhos de eficiência”, explica. Em um cenário marcado por custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, a busca por eficiência operacional tende a ganhar ainda mais relevância. Para especialistas do setor, as empresas que conseguirem transformar informações de abastecimento em inteligência para a tomada de decisão estarão mais preparadas para enfrentar oscilações de mercado e sustentar ganhos de competitividade no longo prazo. |