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Opnião Novo artigo

Conectividade via satélite é alternativa estratégica para empresas em áreas remotas

Por Andreia Rosa

06/07/2026 23h57
Por: Redação
Conectividade via satélite é alternativa estratégica para empresas em áreas remotas

 

 

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Manter operações conectadas em regiões afastadas dos grandes centros sempre foi um desafio para as empresas. Setores estratégicos para o PIB nacional – como agronegócio, mineração, logística e energia – frequentemente atuam em regiões sem cobertura de fibra óptica ou distante de redes móveis 4G/LTE e 5G.

 

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Nesse cenário, a conectividade via satélites de baixa órbita (LEO) deixou de ser apenas uma alternativa emergencial e passou a ocupar um papel estratégico na continuidade operacional. 

 

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As constelações de satélites de baixa órbita (LEO) ampliaram significativamente a capacidade de conectar operações em praticamente qualquer localidade do país. Na prática, isso permite que empresas em regiões remotas consigam: operar sistemas corporativos, monitorar ativos em tempo real, viabilizar aplicações IoT, 

integrar equipes e operações e manter comunicação em campo em situações críticas.

 

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Outro benefício é a velocidade de implantação. Diferente de redes tradicionais, que exigem obras e prazos longos, as soluções satelitais podem ser implementadas em poucos dias, o que reduz gargalos operacionais e acelera projetos em locais onde conectividade sempre foi um limitador.

 

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A flexibilidade também torna a tecnologia relevante para operações temporárias, como canteiros de obras, projetos sazonais e situações de contingência e expansão de operações. Isso possibilita que as empresas tenham conectividade, independência operacional e capacidade de reação rápida diante de interrupções, mudanças de escopo ou eventos inesperados.

 

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Expansão do IoT reforça esse movimento 

A prorrogação dos incentivos fiscais para dispositivos IoT e estações satelitais de pequeno porte (VSAT) até 2030, sancionada pela Lei nº 15.320/2025, fortalece o ambiente para digitalização de operações no país.

 

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O avanço da conectividade satelital tende a acelerar a adoção de monitoramento remoto, automação, telemetria e aplicações críticas em regiões antes consideradas inviáveis do ponto de vista tecnológico. Em um cenário cada vez mais distribuído a conectividade deixou de ser apenas infraestrutura e passou a ser um habilitador direto de eficiência, produtividade e crescimento.

 

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Segundo o estudo Promoção da Competitividade do Ecossistema de IoT no Brasil, da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) e do Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite (SINDISAT), o Brasil pode ter em operação entre 60,43 milhões e 118,4 milhões de dispositivos IoT em 2030, volume muito superior aos 28,83 milhões de dispositivos em operação em 2025.  

 

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Solucionando desafios no agro e na mineração

A conexão no agronegócio tem evoluído e segundo o Indicador de Conectividade Rural (ICR) da ConectarAGRO, a presença de sinal 4G ou 5G passou de 18,7% em 2024 para 33,9% em 2025. Apesar do crescimento, isso também significa que cerca de 67% da área cultivada no Brasil não tem conexão, o que impede a adoção de tecnologias como a internet das coisas (IoT), agricultura de precisão e o uso plataformas de gestão remota. 

 

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Os satélites LEO podem atender as áreas do agronegócio onde não há conexão fixa ou móvel. Isso possibilita habilitar o IoT e a transmissão e o monitoramento de dados. Dessa forma os produtores rurais podem monitorar a localização dos animais, o que ajuda a prevenir furtos, acompanhar a saúde do rebanho, o que ajuda na prevenção de doenças, além de fazer a ativação remota de máquinas, câmeras, portões e outros equipamentos. 

 

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A tecnologia também pode ser usada para substituir métodos tradicionais de coleta de dados das condições do solo e das culturas, que são mais trabalhosos, imprecisos e não fornecem informações em tempo real, por sensores IoT que captam informações sobre a umidade do solo, a temperatura, os níveis de nutrientes e a saúde das culturas em tempo real. Com informações precisas o produtor rural pode otimizar a irrigação, a fertilização e o controle de pragas, aumentando a produtividade e reduzindo o desperdício.

 

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No caso da mineração, os satélites LEO possibilitam complementar a estratégia de conexão, que em muitos casos já conta com satélites de órbita geoestacionária. Os satélites LEO podem ser usados para operações que demandam maior transmissão de dados e menor latência, auxiliando na tomada de decisões e na adoção de práticas mais seguras e sustentáveis.

 

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A estratégia com o suporte de satélites em múltiplas órbitas possibilita às mineradoras receber um fluxo constante de informações das atividades monitoradas por meio de sistemas de IoT como máquinas, caminhões de transporte, triagem e demais equipamentos usados em processos físicos integrados com o processamento, a transmissão e o armazenamento de informações, gerando mais eficiência e confiabilidade nas operações.  

 

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Importância do SLA corporativo 

O uso do satélite de baixa órbita não é restrito a operações em áreas remotas. Além de atuar como conexão principal nessas regiões, os satélites podem ser usados como backup, formando arquiteturas híbridas para maior resiliência na conectividade.  

 

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A digitalização crescente das operações e o avanço de iniciativas de IoT e de automação transforma a conectividade em um elemento central da estratégia de negócios. Nesse contexto, o satélite de baixa órbita é um aliado importante para expandir fronteiras operacionais e garantir competitividade, mesmo nos locais mais remotos. 

 

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No entanto, é necessário lembrar que o uso corporativo exige planejamento e é necessário considerar valências como latência, consumo de dados, disponibilidade de banda e nível de serviço (SLA) na hora de escolher a solução. Apesar de populares os planos voltados ao mercado doméstico podem não atender às exigências de aplicações críticas dos negócios.

Andreia Rosa, Especialista de Produtos e Vendas da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil

 

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