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ESG Greenwash ou ESG?

Investimento em ESG cai no Brasil e 26% dos executivos preveem redução

Dados acendem alerta sobre desaceleração da agenda ESG no ambiente corporativo brasileiro

13/07/2026 22h38
Por: Redação
Investimento em ESG cai no Brasil e 26% dos executivos preveem redução


 

A agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) passa por um momento de desaceleração no ambiente corporativo brasileiro. Dados da pesquisa "Líderes de Negócios & ESG 2026", realizada pela Data-Makers, mostram que 26% dos executivos preveem reduzir os investimentos na área nos próximos 12 meses, enquanto 21% das empresas já cancelaram iniciativas relacionadas ao tema e outras 35% decidiram suspender temporariamente projetos em andamento.
 

Para a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ), os números representam um sinal de alerta. Embora 58% das organizações afirmem que manterão seus investimentos estáveis, o crescimento do ceticismo em torno do ESG pode comprometer avanços em eficiência, inovação, gestão de riscos e competitividade, justamente em um cenário no qual consumidores, investidores e mercados internacionais exigem cada vez mais transparência e responsabilidade corporativa.
 

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"Os dados mostram uma desaceleração preocupante. Quando bem estruturadas, as práticas ESG deixam de ser um centro de custo e passam a gerar valor para as empresas e para a sociedade. Elas reduzem riscos, fortalecem a governança, aumentam a eficiência operacional e contribuem para o desenvolvimento econômico e social", afirma Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da ABRIQ.
 

Segundo a entidade, um dos fatores que contribui para a percepção equivocada sobre a agenda ESG é a ausência de processos estruturados capazes de transformar compromissos em resultados mensuráveis. Nesse contexto, as normas técnicas e os sistemas de gestão desempenham papel estratégico ao estabelecer critérios objetivos, metodologias reconhecidas internacionalmente e mecanismos de melhoria contínua.
 

Normas como a ISO 14001 (gestão ambiental), a ISO 9001 (gestão da qualidade), a ISO 45001 (saúde e segurança ocupacional), a ISO 37001 (sistema de gestão antissuborno) e a ABNT NBR 16001 (responsabilidade social) permitem que as organizações implementem práticas consistentes, monitorem indicadores, avaliem o desempenho e demonstrem, de forma transparente e auditável, seus resultados nas dimensões ambiental, social e de governança.
 

A adoção desses referenciais também pode promover ganhos econômicos concretos, como redução de desperdícios, maior eficiência dos processos, melhor gestão de riscos e aumento da produtividade, além de contribuir para a credibilidade das organizações e facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais.
 

"ESG não deve ser tratado como uma tendência passageira ou uma ação de marketing. Quando incorporado à estratégia e apoiado por instrumentos técnicos, torna-se uma ferramenta de geração de valor e de fortalecimento da gestão. Interromper essa jornada pode representar um risco à competitividade em um momento no qual a sustentabilidade se consolida como requisito de mercado", destaca Xavier.
 

Infraestrutura da Qualidade
 

Para a ABRIQ, a Infraestrutura da Qualidade, formada por normalização, metrologia, acreditação, avaliação da conformidade, regulamentação técnica e vigilância de mercado, oferece suporte para que as estratégias ESG avancem de compromissos institucionais para resultados verificáveis. Esses instrumentos contribuem para a rastreabilidade das ações, a avaliação de desempenho e a demonstração objetiva dos resultados alcançados.
 

"O crescimento do número de empresas que reduzem ou suspendem iniciativas ESG deve servir como um alerta. O desafio não é abandonar essa agenda, mas aprimorar sua estruturação e sua integração à estratégia dos negócios. A Infraestrutura da Qualidade contribui para esse processo ao oferecer instrumentos que permitem estabelecer critérios, acompanhar o desempenho e demonstrar resultados de forma confiável", conclui o vice-presidente de ESG da ABRIQ.

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