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Agronegócio Irrigação

Mesmo com perspectiva positiva para a safra brasileira, clima imprevisível acelera investimentos em irrigação

Oeste da Bahia, maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil, reforça protagonismo na adoção de tecnologias para garantir estabilidade produtiva

18/07/2026 16h32
Por: Redação
 Divulgação/Brasmáquinas
Divulgação/Brasmáquinas
 

A expectativa de uma safra brasileira positiva não tem reduzido a preocupação dos produtores rurais com a imprevisibilidade climática. Pelo contrário. Em um cenário marcado por veranicos, chuvas irregulares e temperaturas cada vez mais extremas, cresce a busca por tecnologias capazes de reduzir riscos e garantir estabilidade na produção.

 

Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, embora o fenômeno El Niño provoque impactos na agricultura mundial, as perspectivas para a soja permanecem favoráveis. O banco destaca que eventuais perdas em regiões da Ásia e da África tendem a ser compensadas por ganhos de produtividade em grandes produtores, como Brasil, Estados Unidos e Argentina. Estudos citados no relatório apontam que, durante anos de El Niño, a produtividade média global da soja pode aumentar entre 2% e 5%, favorecida pelas condições climáticas nesses países.

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Investimento

No Oeste da Bahia, uma das principais fronteiras agrícolas do país, a resposta dos produtores tem sido investir em infraestrutura para aumentar a resiliência das propriedades. A região já é reconhecida como o maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil, concentrando mais de 330 mil hectares irrigados, o equivalente a cerca de 82% de toda a área irrigada do estado.

 

O avanço da irrigação acompanha o crescimento da agricultura regional. Atualmente, o Oeste baiano cultiva cerca de 1,9 milhão de hectares de soja e encerrou a safra 2024/2025 com a maior produtividade das últimas três décadas, resultado associado à adoção crescente de tecnologia, manejo de precisão e sistemas que proporcionam maior segurança hídrica às lavouras.

 

Para o CEO da Brasmáquinas, Kristyan Mota, esse cenário demonstra que a irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta para elevar a produtividade e passou a integrar a estratégia de gestão das propriedades rurais.

 

"O produtor investe cada vez mais em sementes de alto potencial, fertilizantes, genética e manejo. Não faz sentido deixar todo esse investimento dependente exclusivamente do clima. A irrigação proporciona previsibilidade, reduz riscos e permite que a lavoura expresse seu máximo potencial, mesmo diante das oscilações climáticas que têm se tornado cada vez mais frequentes", diz ele.

 

Além de minimizar perdas provocadas por estiagens e distribuição irregular das chuvas, a irrigação contribui para maior eficiência no uso da água, melhora o aproveitamento dos fertilizantes e oferece maior estabilidade na produção ao longo das safras.

 

Segundo o gerente da unidade da Brasmáquinas em Luís Eduardo Magalhães, Murilo Cardoso, esse comportamento já é percebido no dia a dia da empresa. "Temos observado produtores cada vez mais preocupados em proteger seu investimento. A irrigação passou a fazer parte do planejamento estratégico das fazendas, independentemente do tamanho da propriedade. Quem investe hoje busca não apenas produzir mais, mas produzir com maior previsibilidade, segurança e rentabilidade”, afirma Murilo.

 

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