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Agronegócio Agrofloresta

Setor florestal avalia impacto da taxação sobre vários produtos manufaturados

Taxação entra em vigor no dia 22 de julho, mas há aproximadamente uma lista de 2.000 exceções

18/07/2026 16h36
Por: Redação
Setor florestal avalia impacto da taxação sobre vários produtos manufaturados

A decisão dos Estados Unidos confirma a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, mas também estabelece uma lista com aproximadamente 2.000 exceções. A nova taxação entra em vigor a partir do dia 22 de julho.

 

No caso do setor florestal, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) ainda está analisando cuidadosamente os anexos da decisão para confirmar exatamente quais produtos de madeira foram efetivamente excluídos da medida.

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A classificação tarifária é bastante complexa e qualquer conclusão precipitada pode levar a interpretações equivocadas. Por isso, a APRE Florestas está fazendo uma análise técnica detalhada antes de se posicionar de forma definitiva.

 

"Neste momento, nossa mensagem é de cautela. Há indícios de que alguns produtos de madeira possam ter sido contemplados pelas exceções, mas ainda precisamos confirmar essa interpretação e entender o alcance dessas isenções para toda a cadeia produtiva", afirma Fabio Brun, presidente da APRE Florestas.

 

Assim que essa análise for concluída, é possível ter condições de avaliar com maior precisão os impactos para o setor florestal paranaense e orientar as empresas com segurança. Até lá, o mais importante é evitar conclusões antecipadas e trabalhar com base no texto oficial da decisão.

 

Histórico do tarifaço

 

A série de tarifas que atinge o setor florestal e o agronegócio de modo geral teve início em abril de 2025, quando foram impostas as primeiras tarifas de 10% sobre diversos produtos. Em julho de 2025, justamente um ano atrás, o setor sofreu o impacto de mais 40%, totalizando uma taxa de 50%, cuja consequência para o setor florestal do Paraná, em especial, foi muito grande, levando empresas a conceder férias coletivas, demissões em massa e, por último, fechamento de empresas, com uma perda de cerca de 10 mil empregos.

 

Derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos em fevereiro de 2026, as taxas de 50% já não vigoram e o setor voltou a patamares anteriores (10%). Porém, os efeitos não se desfazem da noite para o dia e as empresas ainda estão se recuperando dos efeitos gerados pelo tarifaço de 2025.

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