O mês começou com o sistema elétrico brasileiro operando sob forte influência das renováveis variáveis, desafios de integração e discussões sobre o sinal econômico para a transição energética.

Principais destaques da primeira quinzena:
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- Gestão de excedentes e operação solar
O ONS continuou monitorando de perto os dias de alta geração solar distribuída combinada com menor demanda. Alertas operacionais reforçaram a importância de mecanismos de flexibilidade (baterias, resposta da demanda e interligações) para aproveitar ao máximo a energia limpa e evitar o acionamento desnecessário de termelétricas. - CP45 – Avanço na regulamentação do curtailment
A Aneel segue discutindo a ordem de cortes de geração. O tema, que já dura quase sete anos, está próximo de uma definição com hierarquia clara e rateio financeiro.
Na visão da sustentabilidade: Uma regra moderna e previsível é fundamental para dar segurança aos investidores em eólica, solar e outras renováveis, reduzindo o risco de desperdício de energia limpa. - Encargos da autoprodução em debate
Após questionamento do TCU, o MME e Aneel avançam na revisão dos cálculos de ESS e EER. A proposta de mudar a base de cálculo para consumo medido busca maior justiça tarifária.
Na visão da sustentabilidade: Garantir que autoprodutores (muitos deles de fontes renováveis) contribuam de forma proporcional aos custos do sistema é essencial para uma transição energética equilibrada e sem ônus excessivo aos demais consumidores. - Investimentos em infraestrutura verde
Avançam os estudos da EPE para reforço da transmissão no Nordeste, visando viabilizar novas cargas de alto impacto, como data centers sustentáveis e projetos de hidrogênio verde. O leilão de transmissão de outubro segue no radar com potencial de bilhões em investimentos.
Clima e Reservatórios
Com a configuração do El Niño, o ONS intensifica o acompanhamento das chuvas no Sul e níveis dos reservatórios. A previsão de temperaturas mais elevadas no segundo semestre deve pressionar a demanda, reforçando a necessidade de diversificação da matriz com fontes despacháveis limpas e armazenamento.
Para ficar de olho em julho/agosto:
- Resultado final da CP45 na Aneel.
- Atualizações sobre Angra 3 e a renegociação da dívida.
- Evolução da abertura do mercado livre (2028).
- Novas regras para geração distribuída e baterias.
- Estimativas de investimento em armazenamento de energia (baterias).
Sugestão de temas para aprofundar em julho:
- Integração de solar distribuída e flexibilidade do sistema.
- Curtailment: impactos para geradores renováveis.
- Sinal de preço e justiça tarifária na autoprodução.
- Hidrogênio verde e data centers no Nordeste.
- Monitoramento climático e segurança energética.
Boletim elaborado com recorte de sustentabilidade
Foco em integração de renováveis, flexibilização do sistema, justiça tarifária e oportunidades de descarbonização profunda.