“Os mercados globais seguem dominados pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que entra na décima noite consecutiva de ataques e mantém o petróleo próximo de US$ 90 por barril. Apesar das iniciativas diplomáticas que propõem uma trégua de dez dias, a retórica mais agressiva de Donald Trump e a abertura de novas frentes de risco envolvendo os Houthis, o estreito de Ormuz e Bab el-Mandeb continuam sustentando a aversão ao risco e as preocupações inflacionárias.
Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em queda moderada, enquanto os Treasuries voltaram a subir. Na China, os mercados registraram forte recuperação, impulsionados por compras coordenadas de instituições estatais e pela manutenção da política monetária acomodatícia do Banco Popular da China (PBoC).
No Brasil, o mercado segue relativamente resiliente. O dólar recuou para R$ 5,09 e o Ibovespa caiu apenas 0,20%, beneficiado pela valorização da Petrobras em meio ao avanço do petróleo. As atenções domésticas estão concentradas nas novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, nas pesquisas eleitorais para 2026, na participação de Gabriel Galípolo em evento na sexta-feira e no relatório operacional da Vale, que será divulgado após o fechamento”, afirma Álvaro Maia, da StoneX.
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