Data de publicação: 22 de agosto de 2025
Autor: Georges Humbert
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica, incluindo o escândio, o ítrio e os 15 lantanídeos (como neodímio, praseodímio e disprósio). Apesar do nome, não são exatamente raros na crosta terrestre, mas sua extração e processamento são complexos e custosos, devido à baixa concentração nos depósitos e à dificuldade de separação. Esses elementos possuem propriedades únicas, como alta condutividade, magnetismo intenso e luminescência, que os tornam indispensáveis para tecnologias modernas.
Suas Principais aplicações:
As terras raras são estratégicas para a transição energética e digital, com a China dominando cerca de 70% da produção global e 90% do refino. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial (cerca de 25%), com depósitos em estados como Amazonas, Goiás, Minas Gerais e na Elevação do Rio Grande, uma área submersa no Atlântico. No entanto, o país ainda enfrenta desafios técnicos e ambientais para explorar esse potencial plenamente.
Muitos são os Desafios e as críticas:
Neste contexto, a Bahia é considerada um estado promissor para a exploração de terras raras no Brasil, com grande potencial devido às suas reservas geológicas e aos investimentos em andamento. As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, semicondutores e equipamentos de defesa, sendo estratégicas para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.
a) Reservas geológicas significativas. Estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e outras instituições identificaram depósitos de terras raras em várias regiões do estado, como o Complexo Jequié, Ubaíra, Jiquiriçá, Prado, Alcobaça, Caravelas, Belmonte, Irecê, Caetité e Campo Alegre de Lourdes. Esses depósitos estão associados a minerais como bauxita e argilas iônicas, que contêm elementos como neodímio, praseodímio, lantânio, cério e ítrio.
b) Projetos em andamento.
c) Interesse internacional. A Bahia atrai empresas de países como Austrália, Estados Unidos e Canadá, interessadas em diversificar fornecedores de terras raras, reduzindo a dependência da China, que domina 80% da produção e 85% do refino global. A neutralidade geopolítica do Brasil e suas vastas reservas (21 milhões de toneladas, a segunda maior do mundo) tornam a Bahia um ponto estratégico.
d) Apoio governamental e infraestrutura. O governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), tem apoiado projetos, oferecendo suporte em licenciamento, infraestrutura e financiamento. Parcerias com instituições como o Senai Cimatec visam desenvolver tecnologia e capacitar mão de obra, fortalecendo a cadeia produtiva.
e) Pesquisas acadêmicas. A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) lidera estudos sobre terras raras, identificando reservas e defendendo a criação de uma rede de pesquisa com instituições como UFBA, IFBA e Senai Cimatec. Essas iniciativas buscam transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico e tecnológico, com foco na agregação de valor.
Há caminhos a seguir e boas oportunidades:
7. Oportunidades
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