No município de Salvador, 260 hectares espalhados em diferentes localidades apresentam algum risco de deslizamento de terra, área equivalente a quase quatro Parques da Cidade Joventino Silva. Os dados integram a Plataforma Natureza ON, serviço gratuito desenvolvido pela Fundação Grupo Boticário, em parceria com o MapBiomas e tecnologia Google Cloud.
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A ferramenta digital combina mapas, dados públicos e estatísticas oficiais para identificar riscos associados a eventos climáticos extremos, como inundações, desabastecimento e solos instáveis. Além de apontar as áreas vulneráveis, a plataforma também indica alternativas sustentáveis para reduzir impactos, usando a própria natureza como solução.
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As áreas são classificadas conforme sua vulnerabilidade. Dos 260 hectares com vulnerabilidade identificados pela ferramenta, 57,72% (150,72 hectares) estão classificados como muito alto, 4,31% (11,25 hectares) como alto risco e 37,97% (99,04 hectares) como risco médio.
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De acordo com os dados, os locais que concentram mais áreas de risco alto e muito alto de deslizamento são a Avenida Engenheiro Oscar Pontes, o cruzamento das avenidas Aliomar Baleeiro com a 29 de Maio, além da Rua Nossa Senhora de Lourdes, em morro localizado na região conhecida como “Rio do Meio”.
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A instabilidade no solo é maior em períodos de chuvas, que são mais frequentes entre abril e agosto. Em maio do ano passado, por exemplo, moradores de seis comunidades tiveram de deixar suas casas por conta do risco de deslizamento de terra. Na ocasião, o solo foi encharcado em razão de chuvas intensas que estavam acima da média prevista para o mês.
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“A adaptação das cidades às mudanças climáticas exige um novo olhar para a natureza. O clima está mudando e se tornando imprevisível, com fenômenos naturais mais intensos ou alterando sua frequência, provocando tempo seco em estações mais úmidas e vice-versa”, diz o engenheiro florestal André Ferretti, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário. “É necessário fazer frente a esse novo cenário e ir além das obras de engenharia convencionais para garantir que todos os moradores soteropolitanos tenham acesso à água e segurança dentro de seu lar”, completa.
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Para áreas com risco de deslizamento, a Plataforma Natureza ON sugere a restauração de encostas, que consiste em fazer intervenções no solo e nas rochas. A medida também visa a estabilização do terreno ao mitigar a erosão e sedimentação, reduzindo os deslizamentos e regulando o fluxo das águas da chuva.
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Sobre riscos de inundações, enchentes e alagamentos
A plataforma aponta que o município de Salvador possui 26,31 hectares com risco de enchente, inundação ou alagamento, o equivalente a cerca de 36 campos de futebol da Arena Fonte Nova. Desse indicador, 9,57 hectares de áreas têm risco muito alto, outros 8,20 hectares apresentam risco alto e 8,54 hectares registram grau moderado.
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Um dos locais que mais concentram pontos de risco de inundação é a região próxima do aeroporto de Salvador, concentrando ao menos três focos (conforme imagem abaixo).