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| Após um ano de queda, o número de conflitos no campo tornou a crescer, com destaque para as violências pela ocupação e a posse da terra. Já os conflitos por água tiveram mais do que o dobro de aumento em relação ao primeiro semestre do ano passado, em um ano marcado pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios e a ação de garimpeiros, além da luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.
O Maranhão continua sendo o estado que mais registrou conflitos no campo neste primeiro semestre, uma tendência já observada nos últimos anos. Outros estados, como Pará, Bahia, Rondônia e Amazonas, também registraram um número significativo de conflitos.
Em relação à violência contra a pessoa, foram registrados, até o momento, seis assassinatos em conflitos no campo, sendo três posseiros, dois indígenas e um trabalhador rural sem-terra. Mesmo com a menor quantidade de mortes, o número de casos e vítimas da violência aumentou em comparação ao último ano, sendo o quarto maior número da década.
Relatório – Os dados do 1º semestre servem como instrumento de avaliação das tendências possíveis dos conflitos no campo no ano em curso, e servem para contribuir com as análises presentes no relatório anual “Conflitos no Campo Brasil”, a ser lançado em 2027. A publicação é construída, principalmente, a partir do trabalho de agentes pastorais que atuam nas comunidades rurais em todo o país, além da clipagem de notícias feita pela equipe de documentalistas do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT), ao longo de todo o ano. O relatório registra os conflitos agrários como forma de denúncia das violências sofridas, mas também de apoio às comunidades e povos agredidos, em suas resistências e manifestações pelos direitos à terra e à vida digna.
Todos os dados estarão disponíveis no site da CPT: www.cptnacional.org.br. Para solicitar releases com dados embargados, entre em contato com a Assessoria de Comunicação da CPT. |
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