Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento, deu um passo decisivo ao realizar a reunião de kick-off do estudo que irá subsidiar a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR).
Esse trabalho é fundamental para que o Brasil conheça, de forma aprofundada e estruturada, seu real potencial geológico em terras raras e, sobretudo, as oportunidades efetivas de inserção do país nas etapas de maior valor da cadeia, indo além da produção primária. Precisamos transformar dados, conhecimento técnico e vocações regionais em uma visão estratégica clara sobre onde e como o Brasil pode competir, inovar e gerar desenvolvimento.
A Estratégia Nacional de Terras Raras será a base para definirmos políticas públicas consistentes, alinhadas às agendas industrial, ambiental, de inovação e de transição energética. É a partir desse entendimento técnico que poderemos criar instrumentos adequados para atrair investimentos responsáveis, fortalecer a base industrial e tecnológica nacional, reduzir vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimento e promover uma mineração cada vez mais sustentável.
Avançar nessa cadeia dentro do Brasil significa capturar mais valor no território nacional, gerar empregos qualificados, estimular o desenvolvimento regional e ampliar nossa soberania sobre recursos minerais estratégicos para o futuro da economia global e da transição energética.
Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nessa terça-feira (21/01), a reunião de kick-off do estudo que irá subsidiar a elaboração da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) e que dá início aos trabalhos técnicos das metas e da metodologia do projeto. A iniciativa busca apoiar a formulação de diretrizes, metas e instrumentos que orientem o desenvolvimento organizado da cadeia de terras raras no Brasil, em alinhamento com as políticas industrial, ambiental, de inovação e de transição energética.
Durante a reunião, a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, destacou a importância do estudo para a construção de uma política mineral alinhada ao desenvolvimento do país. “A Estratégia Nacional de Terras Raras é fundamental para que o Brasil transforme seu potencial geológico em desenvolvimento concreto, com mais industrialização, conhecimento e fortalecimento da nossa soberania diante dos recursos estratégicos. Queremos avançar da produção primária para a transformação mineral, capturando mais valor no território nacional e promovendo benefícios duradouros para toda a sociedade brasileira”, afirmou.
O estudo tem como objetivo oferecer subsídios técnicos para a tomada de decisão do Governo do Brasil, estimulando a atração de investimentos responsáveis, o fortalecimento da base industrial e tecnológica nacional e a mitigação de riscos nas cadeias globais de suprimento de minerais estratégicos. Além disso, prevê a elaboração de diagnósticos sobre oportunidades de desenvolvimento da cadeia de valor, orientações em sustentabilidade e propostas de governança e monitoramento.
A Estratégia Nacional de Terras Raras é considerada um pilar para viabilizar uma transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que potencializa os impactos econômicos e sociais nas regiões com vocação para terras raras, estimulando o desenvolvimento regional, a criação de empregos e renda, o avanço tecnológico e a inserção do país em áreas estratégicas da economia mundial.
Além do MME, a reunião contou com a participação de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e de consultores que participaram da elaboração do estudo. O projeto integra os esforços para o fortalecimento da governança, da sustentabilidade e da visão estratégica do setor mineral brasileiro.
Assessoria Especial de Comunicação Social - MME
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