Para Luca Carvalho, especialista de Linha de Produto da Brasmáquinas, que comercializa soluções da linha DJI Agras, o ganho de eficiência está diretamente relacionado à capacidade de aproveitar melhor as janelas disponíveis para o manejo.
“O produtor precisa fazer a operação certa no momento certo. Quando as chuvas se regularizam, existe uma janela muito curta para plantar e iniciar o manejo de grandes áreas. Um atraso de poucos dias no controle de uma praga, doença ou planta daninha pode ter reflexo direto na produtividade”, explica.
Na prática, os drones podem ser utilizados tanto em aplicações em áreas maiores quanto em operações localizadas, como reboleiras de plantas daninhas, focos de pragas e doenças identificados pelo monitoramento, bordaduras e locais de difícil acesso.
“O drone entra justamente para dar agilidade e precisão nos momentos em que o equipamento convencional tem alguma limitação. Ele pode reforçar a capacidade operacional da fazenda quando existe uma urgência ou um pico de demanda”, afirma Luca.
Mais precisão no manejo
O avanço dos drones ocorre em paralelo à adoção de ferramentas de agricultura de precisão nas propriedades do Cerrado. Os equipamentos mais recentes incorporam sistemas de posicionamento, sensores, radares e controle automático de vazão, permitindo maior controle sobre parâmetros como velocidade, altura e faixa de aplicação.
O planejamento digital das rotas também permite organizar as operações de acordo com as características da área e registrar informações do trabalho realizado.
Para a Brasmáquinas, entretanto, o uso da tecnologia precisa estar associado ao planejamento agronômico e operacional da propriedade. A escolha do equipamento depende de fatores como tamanho da área, finalidade das aplicações, estrutura de abastecimento e recarga, logística de calda, capacitação da equipe e assistência técnica.
“Tão importante quanto escolher o equipamento adequado é pensar na estrutura de apoio e no pós-venda. Durante a safra, uma máquina parada custa caro. Ter assistência técnica, peças, treinamento e suporte especializado próximos da operação faz diferença”, destaca o especialista.
Uso correto da tecnologia
A operação de drones agrícolas segue regras específicas. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece requisitos para a utilização de aeronaves remotamente pilotadas em atividades aeroagrícolas, incluindo registro e capacitação dos operadores.
Para a Brasmáquinas, a profissionalização deve acompanhar a expansão do mercado.
“O equipamento é uma parte da solução. É preciso ter operador capacitado, planejamento, conhecimento da área, atenção às condições climáticas e suporte técnico. Quando toda essa estrutura funciona em conjunto, o produtor consegue extrair muito mais da tecnologia”, ressalta Luca.