Sexta, 06 de Novembro de 2026 14:51
(71) 98382-1916
29°

Tempo nublado

Salvador, BA

Dólar com.

R$ 5,49

Euro

R$ 6,12

Câmara dos Deputados Câmara

Comissão aprova projeto que exige identificação em medicamentos comprados para o SUS

O objetivo é a comercialização indevida desses produtos; a Câmara dos Deputados continua discutindo o assunto

06/11/2026 14h48
Por: Redação Fonte: Agência Câmara

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a identificarem medicamentos e produtos de saúde comprados para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo é dificultar o desvio de cargas e impedir a comercialização indevida desses insumos no mercado paralelo.

Os parlamentares aprovaram a versão da relatora (substitutivo), deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 5422/13 , do Senado Federal. O texto reúne a proposta original e os projetos apensados.

Continua após a publicidade
Anúncio

Veja a íntegra do texto aprovado

O texto original alterava a antiga Lei de Licitações , que foi revogada. Para corrigir essa defasagem, a relatora optou por criar uma lei autônoma e específica para a saúde pública.

"A nova lei de licitações trata de uma regra geral e não impede a edição de leis específicas no âmbito das aquisições de bens para o SUS", argumentou a deputada.

Regras de identificação
Pelo substitutivo aprovado, os bens comprados para o SUS, bem como suas respectivas embalagens, rótulos e cartelas, deverão trazer marcas de identificação exclusivas.

O Poder Executivo Federal deverá definir quais produtos estarão sujeitos à regra e qual será o padrão visual adotado. Até a edição dessas normas, medicamentos e insumos custeados com recursos dos fundos de saúde (nacional, estadual ou municipal) deverão conter obrigatoriamente a advertência impressa: "Uso exclusivo no SUS, venda proibida".

Se virar lei, as novas regras passarão a valer um ano depois da publicação.

O Executivo, no entanto, deverá estabelecer um período de transição para os contratos em vigor se adaptarem sem gerar custos para a rede pública.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários