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Filantropia ou ESGWashing? Quando a boa ação vira só boa foto

Júlia Brandão, Mestre e graduada em Administração Pública e fundadora da quivirá, consultoria que já impactou mais de 230 OSCs

19/12/2025 19h47
Por: Redação Fonte: Folha / IEB
Wildpixel/GettyImages
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Filantropia ou ESGWashing? Quando a boa ação vira só boa foto

Júlia Brandão, Mestre e graduada em Administração Pública e fundadora da quivirá, consultoria que já impactou mais de 230 OSCs

O artigo “Filantropia ou ESGWashing? Quando a boa ação vira só boa foto” propõe uma reflexão crítica sobre o uso crescente de ações filantrópicas e iniciativas sociais como instrumentos de marketing institucional. O texto questiona até que ponto essas práticas representam compromisso real com transformação social ou se limitam a estratégias de reputação, alinhadas a tendências do discurso ESG (ambiental, social e governança).

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A autora argumenta que muitas empresas passaram a investir em projetos sociais de curto prazo, altamente visíveis e facilmente comunicáveis, mas com baixo impacto estrutural. Doações pontuais, campanhas assistencialistas e ações fotogênicas são frequentemente divulgadas como prova de responsabilidade social, enquanto problemas profundos — como desigualdade, precarização do trabalho e impactos ambientais — permanecem inalterados.

O artigo destaca que o chamado ESG Washing ocorre quando há um descompasso entre discurso e prática. Nesse contexto, a filantropia deixa de ser uma ferramenta de transformação e passa a funcionar como blindagem reputacional, desviando o foco de práticas empresariais que, muitas vezes, contribuem para os próprios problemas sociais que dizem combater.

Outro ponto central do texto é a crítica à ausência de indicadores claros de impacto. Segundo a autora, ações verdadeiramente comprometidas com o desenvolvimento social exigem planejamento de longo prazo, escuta das comunidades envolvidas, transparência e avaliação contínua de resultados — elementos que raramente aparecem em iniciativas voltadas apenas à visibilidade institucional.

Ao final, o artigo defende que filantropia responsável e políticas ESG consistentes devem ir além da estética e da comunicação. Para gerar mudanças reais, precisam estar integradas à estratégia do negócio, assumir responsabilidades proporcionais aos impactos causados e contribuir para soluções estruturais, e não apenas para a construção de uma imagem positiva.


Fonte:
Artigo “Filantropia ou ESGWashing? Quando a boa ação vira só boa foto”, publicado no site do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).

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