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Sustentabilidade sem alarmismo Gestão ambiental

Meio ambiente ganha peso na estratégia da indústria em 2026

Pressão por dados, adaptação regulatória e produtividade devem colocar a gestão ambiental no centro da agenda industrial no segundo semestre

02/08/2026 22h28
Por: Redação
Meio ambiente ganha peso na estratégia da indústria em 2026

A gestão ambiental deve ganhar espaço na agenda das empresas no segundo semestre de 2026. A tendência é impulsionada por um ambiente de negócios marcado pela combinação de riscos ambientais de longo prazo, maior demanda por informações de sustentabilidade, adaptação regulatória e busca por produtividade. “Nesse cenário, o tema deixa de ser tratado isoladamente como licença, multa ou obrigação legal e passa a entrar na lógica da gestão, da eficiência operacional e da continuidade do negócio”, destaca Matheus Forte, CEO da Forte Desenvolvimento Sustentável.

O pano de fundo é global. O Global Risks Report 2026, do Fórum Econômico Mundial, mostra que, embora riscos ambientais tenham perdido prioridade no curto prazo, eles seguem como os mais severos no horizonte de dez anos. Eventos climáticos extremos aparecem como o principal risco de longo prazo, e metade dos dez maiores riscos mapeados é ambiental. “Para a indústria, isso reforça que o meio ambiente precisa ser considerado nas decisões que envolvem operação, expansão, fornecedores, ativos e investimentos”, aponta Forte.

No Brasil, a complexidade regulatória amplia essa necessidade. A Sondagem Especial da CNI sobre a percepção das empresas industriais em relação à regulação, publicada em março de 2026, indica que apenas 15% dos 1.691 empresários ouvidos consideram a regulação adequada para proteger cidadãos, meio ambiente e empresas. Além disso, 34% relatam dificuldade para encontrar as regras e 41% apontam dificuldade para compreender as normas. “O dado mostra que o risco ambiental também está ligado à capacidade de organizar informações, obrigações, prazos e responsabilidades dentro da empresa”, acrescenta.

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"A gestão ambiental deixa de ser uma resposta ao problema e passa a apoiar decisões de negócio”, diz Matheus Forte, CEO da Forte Desenvolvimento sustentável.

A pressão por informações ambientais também deve seguir como tendência. O CDP informou que mais de 23,1 mil organizações divulgaram dados ambientais em 2025, em um movimento solicitado por 640 investidores com US$ 127 trilhões em ativos e por mais de 270 grandes compradores, que pediram informações ambientais a cerca de 45 mil fornecedores. A PwC aponta ainda que aproximadamente 70% das empresas que reportam segundo os padrões CSRD ou ISSB estão extraindo valor de negócio dos dados de sustentabilidade, especialmente em estratégia, cadeia de suprimentos, marketing e gestão de riscos.

Mesmo no Brasil, onde a CVM retirou a obrigatoriedade futura do reporte financeiro de sustentabilidade para companhias abertas, a lógica de transparência permanece relevante. Para Forte, a mudança reforça que o tema não deve ser visto apenas pelo prisma da obrigação. “Quando uma empresa organiza seus dados ambientais, ela passa a enxergar riscos, custos escondidos e oportunidades que antes ficavam dispersos em áreas diferentes. A gestão ambiental deixa de ser uma resposta ao problema e passa a apoiar decisões de negócio”, afirma.

Com isso, um dos principais desafios das indústrias é superar a gestão fragmentada. “Muitas empresas tratam licença, condicionante, resíduo, emissão, fornecedor e expansão como frentes separadas. O resultado é uma operação mais reativa, com maior chance de retrabalho, perda de prazo e decisões tomadas sem a variável ambiental. A tendência é que a indústria olhe para o meio ambiente como parte da produtividade e da governança”, diz Matheus.

 

Gestão ambiental estratégica em foco

O tema estará presente na Expo+Indústria 2026, promovida pela Fiep entre 25 e 27 de agosto, no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR). A Forte Desenvolvimento Sustentável estará no evento com estande durante o horário da feira (das 14h às 22h) e realizará duas palestras sobre Gestão Ambiental Industrial, nos dias 25 e 27 de agosto, das 15h às 15h30.

Durante a feira, os profissionais da Forte vão debater com empresários como a organização de obrigações, prazos, indicadores e riscos ambientais pode apoiar decisões mais seguras para a indústria. A proposta é mostrar que, quando integrada à gestão, a agenda ambiental pode contribuir para reduzir incertezas, evitar retrabalho e ampliar a previsibilidade das operações.

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