A pressão por informações ambientais também deve seguir como tendência. O CDP informou que mais de 23,1 mil organizações divulgaram dados ambientais em 2025, em um movimento solicitado por 640 investidores com US$ 127 trilhões em ativos e por mais de 270 grandes compradores, que pediram informações ambientais a cerca de 45 mil fornecedores. A PwC aponta ainda que aproximadamente 70% das empresas que reportam segundo os padrões CSRD ou ISSB estão extraindo valor de negócio dos dados de sustentabilidade, especialmente em estratégia, cadeia de suprimentos, marketing e gestão de riscos.
Mesmo no Brasil, onde a CVM retirou a obrigatoriedade futura do reporte financeiro de sustentabilidade para companhias abertas, a lógica de transparência permanece relevante. Para Forte, a mudança reforça que o tema não deve ser visto apenas pelo prisma da obrigação. “Quando uma empresa organiza seus dados ambientais, ela passa a enxergar riscos, custos escondidos e oportunidades que antes ficavam dispersos em áreas diferentes. A gestão ambiental deixa de ser uma resposta ao problema e passa a apoiar decisões de negócio”, afirma.
Com isso, um dos principais desafios das indústrias é superar a gestão fragmentada. “Muitas empresas tratam licença, condicionante, resíduo, emissão, fornecedor e expansão como frentes separadas. O resultado é uma operação mais reativa, com maior chance de retrabalho, perda de prazo e decisões tomadas sem a variável ambiental. A tendência é que a indústria olhe para o meio ambiente como parte da produtividade e da governança”, diz Matheus.
Gestão ambiental estratégica em foco
O tema estará presente na Expo+Indústria 2026, promovida pela Fiep entre 25 e 27 de agosto, no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR). A Forte Desenvolvimento Sustentável estará no evento com estande durante o horário da feira (das 14h às 22h) e realizará duas palestras sobre Gestão Ambiental Industrial, nos dias 25 e 27 de agosto, das 15h às 15h30.
Durante a feira, os profissionais da Forte vão debater com empresários como a organização de obrigações, prazos, indicadores e riscos ambientais pode apoiar decisões mais seguras para a indústria. A proposta é mostrar que, quando integrada à gestão, a agenda ambiental pode contribuir para reduzir incertezas, evitar retrabalho e ampliar a previsibilidade das operações.