Os eventos climáticos extremos estão provocando uma mudança estrutural na forma como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) planeja a operação da rede brasileira.
A proposta é incorporar critérios específicos de resiliência climática aos estudos técnicos utilizados para orientar a expansão e a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A iniciativa surge após uma sequência de episódios que evidenciaram a vulnerabilidade da infraestrutura energética brasileira diante de secas prolongadas, chuvas intensas, enchentes e ondas de calor.
Entre as medidas em análise estão novos parâmetros para o dimensionamento das redes de transmissão, a ampliação da capacidade de resposta a eventos extremos e a revisão dos critérios utilizados para a expansão da oferta de energia.
O objetivo é tornar o sistema mais robusto diante de fenômenos climáticos cada vez mais frequentes, incluindo a possível intensificação do El Niño nos próximos anos.
Especialistas avaliam que a adaptação da infraestrutura energética será um dos principais desafios da transição energética brasileira na próxima década.
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