A atuação da Fundação Baía Viva nas ilhas de Salvador reúne, ao longo de mais de duas décadas, um conjunto de iniciativas voltadas à melhoria da infraestrutura, preservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento socioeconômico das comunidades insulares.
Na Ilha dos Frades, as ações incluem intervenções de saneamento básico, com redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação e urbanização de ruas e praças. Também foram relatadas iniciativas de recuperação de moradias, substituição de casas de taipa e melhoria das condições de acesso a água, energia e saneamento.
A infraestrutura turística também recebeu investimentos. Entre as iniciativas estão a implantação e recuperação de píeres, instalação de sanitários públicos, sinalização náutica, estrutura de atendimento médico e apoio à segurança.
No campo ambiental, a Fundação desenvolveu programas de coleta e destinação de resíduos, reciclagem, recuperação vegetal e conservação dos ecossistemas. A entidade também registra o plantio de mais de 120 mil mudas de coco e ações de repovoamento de espécies marinhas, incluindo projetos relacionados à recuperação de estoques de caranguejos.
A Ponta de Nossa Senhora, na Ilha dos Frades, tornou-se ainda referência na agenda de turismo sustentável, com iniciativas relacionadas ao programa Bandeira Azul, que estabelece critérios ambientais, de segurança, infraestrutura e educação ambiental para praias certificadas.
Outra frente foi a qualificação profissional dos moradores, com cursos e treinamentos ligados a gastronomia, hotelaria, atendimento, artesanato e outras atividades associadas ao turismo. A proposta é combinar conservação ambiental com geração de renda para a população local.
Bom Jesus dos Passos
Em Bom Jesus dos Passos, a atuação é igualmente abrangente. A Fundação informa manter, desde 2001, parceria com a Prefeitura de Salvador em projetos de requalificação urbano-ambiental.
Entre as intervenções estão obras de urbanização, drenagem, recuperação de imóveis, calçamento de ruas e praças e implantação de redes de água e esgoto.
A infraestrutura da ilha também recebeu intervenções em áreas de embarque e turismo, como a requalificação do Terminal do Brito, recuperação de atracadouros, implantação de novos píeres, marina seca, promenade para pedestres, centro comercial, restaurantes, lojas de artesanato e áreas destinadas à alimentação.
A dimensão social inclui três quadras poliesportivas, três parques infantis, espaço para ginástica, creche-escola e praça com quiosques, além do apoio a atividades esportivas, culturais e religiosas.
A preservação do patrimônio histórico também integra o trabalho, com ações de manutenção e conservação da Igreja de Bom Jesus dos Passos, além do apoio a manifestações culturais locais, como a Filarmônica de Bom Jesus.
As praias dos lados Sul e Leste receberam intervenções de requalificação, acompanhadas de ações de conscientização ambiental.
Pesca, economia e meio ambiente
A atuação da Baía Viva não se limita à infraestrutura. A Fundação também registra parcerias com instituições públicas, entre elas a Bahia Pesca, para desenvolver atividades de pesca e aquicultura junto às comunidades tradicionais.
Outro eixo é o incentivo à economia local. A implantação de espaços comerciais, restaurantes, artesanato e estruturas ligadas à atividade náutica busca ampliar as oportunidades de trabalho e renda para os moradores.
Há ainda iniciativas de apoio à fiscalização ambiental e à proteção dos ecossistemas, incluindo cooperação com órgãos públicos e forças de fiscalização.
Uma atuação que combina preservação e desenvolvimento
O conjunto das iniciativas revela uma estratégia baseada em quatro frentes: infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento social e turismo sustentável.
Em vez de tratar a conservação ambiental de forma isolada, os projetos procuram associá-la à melhoria da qualidade de vida das comunidades, à valorização do patrimônio histórico e cultural e à criação de oportunidades econômicas.
É importante destacar que parte significativa dessas iniciativas foi desenvolvida em parceria com a Prefeitura de Salvador, órgãos estaduais e outras instituições, o que denota o interesse público prevalente.
O resultado é uma atuação que ajudou a inserir as ilhas de Salvador em uma agenda que combina saneamento, urbanização, preservação ambiental, turismo responsável, educação ambiental, cultura, esporte, qualificação profissional e geração de renda — uma experiência que coloca a conservação da Baía de Todos-os-Santos em diálogo direto com as necessidades de suas comunidades.
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