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Sustentabilidade sem alarmismo Em Pauta

A RASTREABILIDADE DA CONFIANÇA: POR QUE A TRANSPARÊNCIA E A ECONOMIA CIRCULAR VIRARAM REQUISITOS DE SOBREVIVÊNCIA?

Entenda

13/09/2026 19h13
Por: Redação
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Já não é mais novidade que a sustentabilidade, por muito tempo vista como um diferencial competitivo, agora é uma condição quase obrigatória de permanência no mercado. Se antes bastava que as empresas declarassem seus compromissos ambientais, hoje clientes, investidores e parceiros exigem evidências concretas de como essas promessas são aplicadas, de ponta a ponta, na cadeia produtiva.

Esse movimento é respaldado pela evolução da agenda ESG no país. Segundo o relatório da Nexus em parceria com a Beon ESG, 51% das empresas brasileiras já possuem estratégias estruturadas de sustentabilidade, uma alta de 14 pontos percentuais em relação a 2021. O avanço revela um amadurecimento da pauta, mas também amplia a cobrança para que essas iniciativas sejam acompanhadas por métricas, auditorias e processos capazes de comprovar seus resultados.

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Nesse cenário, conceitos como rastreabilidade, economia circular e transparência, além de atender apenas exigências regulatórias, também ocupam um papel estratégico na construção da confiança e da reputação das organizações. O mercado exige que a sustentabilidade saia dos relatórios anuais e esteja presente de forma clara na jornada de compra.

Para Marcel Albuquerque, Head de E-commerce e Marketing da Printi, gráfica que faz parte do Grupo Cimpress e é referência global em média e baixa tiragem, essa mudança reflete uma transformação no comportamento do consumidor. "Hoje, clientes e parceiros não avaliam apenas o produto final, mas todo o contexto por trás dele. Eles querem entender como as empresas operam e se os compromissos divulgados podem ser comprovados. A confiança passou a ser construída pela capacidade de demonstrar, com transparência, como as decisões são tomadas", afirma o executivo.

Na prática, essa transformação exige que as companhias tenham maior visibilidade sobre toda a cadeia produtiva. A economia circular depende do monitoramento de fornecedores, da redução de desperdícios, do reaproveitamento de materiais e da capacidade de demonstrar essas informações de forma acessível aos diferentes públicos.

Esse movimento também tem provocado mudanças na forma como as empresas se comunicam. Em vez de campanhas focadas apenas em atributos de produto, cresce o investimento em conteúdos que explicam processos, apresentam evidências e ajudam consumidores a compreender as decisões por trás das marcas. Na Printi, por exemplo, essa estratégia fez parte do reposicionamento da comunicação ao longo do último ano. Ao substituir campanhas predominantemente comerciais por conteúdos educativos e voltados à construção de confiança, a empresa registrou crescimento de 329% no alcance dos conteúdos e de mais de 1.700% nas interações nas redes sociais.

"Percebemos que, quanto mais as marcas ajudam o consumidor a entender seus processos e suas escolhas, maior tende a ser o engajamento. Quando passamos a priorizar uma comunicação mais educativa e transparente, vimos que o mercado respondeu prontamente. Isso reforça que a reputação depende cada vez mais da coerência entre discurso e prática", pontua Albuquerque.

Para o executivo, a capacidade de comprovar impactos tende a deixar de ser um diferencial para se tornar uma expectativa do mercado. "O desafio das empresas não será apenas fazer mais, mas demonstrar melhor. Transparência significa transformar boas práticas em informações claras, acessíveis e verificáveis para diferentes públicos. Esse será um dos principais fatores para fortalecer relacionamento, reputação e competitividade nos próximos anos", conclui.

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